Campo Grande (MS),

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    16/10/2018

    Pivô de assassinato de manicure é condenado por matar travesti

    Crime foi em 2015 e acusado foi condenado a 7 anos no regime semiaberto

    Alisson cumprirá pena no regime semiaberto ©Bruno Henrique/Arquivo
    Alisson Patrick Vieira da Rocha, 24 anos, apontado como pivô do assassinato da manicure Jennifer Nayara Guilhermete, foi condenado a sete anos de prisão, em regime semiaberto, acusado pelo assassinato da travesti Adriana Pessoa, corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo. Julgamento foi realizado hoje pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.

    Crime aconteceu no dia 22 de março de 2015, na Rua Tesourinha, Conjunto Morada Verde, região da saída para Cuiabá, na Capital.
    Alisson está sendo julgado hoje - Foto: André de Abreu/TopMidiaNews
    À época, Alisson tinha um lava-jato e, depois do expediente, foi até a casa da companheira Gabriela Santos Nunes, onde se deparou com ela e Adriana fumando maconha. Ele não gostou da cena e passou a discutir com a companheira, momento em que a vítima interferiu na discussão e teria feito comentários para que Gabriela acionasse a polícia para que não fosse mais agredida, sugerindo que o acusado a agredia, e teria mencionado que mesmo sendo travesti seria mais homem que o acusado.

    Após a discussão, acusado e vítima deixaram a casa de Gabriela. Em seguida, Alisson foi até o lava-jato, pegou um revólver calibre .38, uma moto e chamou um adolescente, que trabalhava com ele, para matar a travesti. A dupla se deparou com a vítima quando ela saía da casa de amigos, a mataram com vários tiros e fugiram.

    De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no dia 22 de março de 2015, Alisson foi até a casa da companheira, Gabriela Santos Nunes, e a encontrou na companhia de Adriana.

    As duas estariam fazendo uso de drogas, motivo pelo qual o acusado iniciou uma discussão com a a vítima e, durante o desentendimento, Adriana teria feito comentários para que Gabriela acionasse a polícia para que não fosse mais agredida, sugerindo que o acusado a agredia, e teria mencionado que mesmo sendo travesti seria mais homem que o acusado.

    Gabriela, então, pediu para que a amiga fosse embora de sua casa. Alisson deixou a residência ele foi até um lava a jato, em uma motocicleta, onde pegou uma arma e, na companhia de um menor de idade, foi ao encontro da vítima.

    Adriana estava na casa de outra amiga e, quando saiu da residência, foi surpreendida pela dupla. Alisson sacou a arma e efetuou vários disparos contra Adriana. A vítima conseguiu correr para dentro do quintal e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

    O MPE pediu a condenação do acusado por homicídio doloso privilegiado, corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo. A defesa, sustentou a tese de reconhecimento do homicídio doloso privilegiado e absolvição genérica dos outros dois.

    O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria dos delitos e decidiu condenar o acusado nos termos da denúncia do MPE.

    O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida fixou a pena em 4 anos de reclusão pelo crime de homicídio doloso privilegiado, 2 anos de reclusão e dez dias-multa por porte ilegal de arma de fogo e um ano e quatro meses por corrupção de menores.

    Como o mesmo acusado cometeu três crimes, configurou-se o concurso material, que prevê a somatória das penas. Dessa forma, o acusado foi condenado a sete anos de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de 10 dias-multa de 1/30 do salário mínimo vigente na época do crime.

    PIVÔ DE OUTRO CRIME

    Alisson Patrick Vieira da Rocha foi pivô do assassinato da manicure Jennifer Nayara Guilhermete, crime cometido por sua companheira, Gabriela Santos Nunes, no dia 15 de janeiro de 2016. Vítima foi morta a tiros e jogada da cachoeira do Céuzinho.

    Na época, Alisson contou que teve envolvimento como Jennifer em um período em que estava separado de Gabriela.Uma colega teria contado sobre o caso a Gabriela, que mesmo não estando junto com o rapaz, se sentiu enciumada, traída e quis se vingar. 

    Foi apurado na investigação que embora Alisson tivesse comprado a arma de fogo usada para matar a manicure, ele não forneceu o revólver. Gabriela sabia onde ficava a arma, planejou e executou o crime sozinha. Ainda segundo a investigação, Alisson não tinha interesse de que a companheira praticasse o crime, até mesmo para não atrair a atenção da polícia porque ele estava foragido do assassinato da travesti.

    Fonte: CE
    Por: 
    GLAUCEA VACCAR



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