CAMPO GRANDE (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    15/09/2018

    Em encontro com Odilon, presidente da Fiems reforça pauta única de propostas do setor produtivo

    ©Divulgação
    “Um governador não tem condições de desenvolver Mato Grosso do Sul sozinho, por isso, vou contar com o apoio e sugestões da classe empresarial de todos os setores, que são os verdadeiros especialistas conhecem como ninguém as particularidades e necessidades do estado, para me auxiliar na elaboração de medidas que possam nos levar ao crescimento”. Esse foi o retorno do candidato a governador pelo PDT, juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, às propostas do setor produtivo apresentadas na noite de ontem (12/09), na sede da Famasul, em Campo Grande (MS), para alavancar a indústria, comércio, turismo, serviços e agropecuária local.
    ©Divulgação
    O juiz federal aposentado foi o 2º candidato a reunir-se com representantes da Fiems, Famasul, Fecomércio/MS, Faems e Sebrae/MS para conhecer as propostas do setor produtivo do Estado para o próximo governador, enquanto o 1º foi Reinaldo Azambuja (PSDB), que concorre à reeleição, e o próximo será o candidato Junior Mochi (MDB). Nessas reuniões, as entidades entregam o caderno de medidas de curto e longo prazo para serem implantadas pelo próximo governante e que foram pensadas em conjunto para o desenvolvimento da economia estadual.
    ©Divulgação
    O foco do caderno de medidas é a austeridade fiscal. “O momento requer uma política de austeridade. Mato Grosso do Sul não enfrenta um déficit como em outros estados, porém, as despesas de custeio e com pessoal estão elevadas e, por isso, não sobra recursos para outros investimentos prioritários para alavancar a economia e gerar mais postos de trabalho e renda para a população”, afirmou o presidente da Fiems, Sérgio Longen, que falou em nome do setor produtivo, completando que a redução de gastos passaria por um equilíbrio fiscal da Previdência e das despesas.

    Sérgio Longen afirma que os setores estão alinhados e, desta forma, foi possível elaborar uma pauta única, cujo foco é a austeridade fiscal. “Esperamos que os candidatos ao governo sejam sensíveis às proposições e estejam dispostos a incluí-las em seus planos de governo, demonstrando que estão comprometidos com uma política de desenvolvimento sólida e expansiva", afirmou.

    Outras reivindicações

    Além das sugestões apresentadas em conjunto pelas entidades, cada federação apresentou medidas em separado para o candidato, voltadas especificamente para cada atividade. Anfitrião do evento, o presidente da Famasul, Maurício Saito, defendeu uma política sustentável de incentivos para o Pantanal. “É preciso manter a produção do nosso estado de forma sustentável, por isso, esperamos que o futuro governador tenha um olhar diferenciado para manter o equilíbrio entre a atividade agropecuária, a questão ambiental, e social”, disse.

    Também citando o Pantanal, o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, lembrou que esta é a primeira vez Odilon de Oliveira disputa uma eleição. “Por ser ‘o novo’, esperamos que uma série de coisas sejam diferentes, com menos intervenção do Estado, mais incentivos para os empresários e elaboração de uma política séria que gere melhor aproveitamento do potencial do Pantanal”, declarou.

    O documento da Fecomércio/MS, apresentado pelo presidente Edison Araújo, contém uma série de propostas para melhorar a logística do estado e reduzir as despesas dos comerciantes. “Acreditamos que se o nosso próximo governador estiver comprometido com estas propostas, o comércio e setor de serviços do nosso estado será alavancado de maneira que terão condições de investir mais, contratar mais pessoas, e é justamente isso que a nossa população espera”, afirmou Edison Araújo.

    O Sebrae/MS e Faems propuseram para as empresas do Estado, entre outras medidas, a expansão da RedeSimples para os 79 municípios, além de mais investimentos em inovação e tecnologia voltada para os pequenos negócios. “As compras governamentais, por exemplo, precisam incluir mais a pequena empresa, conforme previsto na lei. Isso fomenta negócios no interior e gera emprego”, acrescentou o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça.

    ASSECOM


    Imprimir