Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    02/08/2018

    Presidenciáveis têm quatro dias para oficializar vice, confirma TSE

    Lei eleitoral estabelece que as chapas completas devem ser referendadas no período das convenções, de 20 de julho a 5 de agosto

    © DR
    O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determina que a escolha dos candidatos, vices incluídos, e a decisão sobre alianças devem ser oficializadas pelos partidos até a próxima segunda-feira (6). 


    A lei eleitoral estabelece que as chapas completas devem ser referendadas no período das convenções -de 20 de julho a 5 de agosto-, com o nome do candidato e do vice publicados em até 24 horas depois do prazo, ou seja, em 6 de agosto.

    O texto contraria a previsão inicial da maior parte dos partidos, que avaliavam poder esperar até o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das chapas, para fazer a escolha dos nomes.

    "A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação", diz a lei eleitoral.

    A determinação do TSE é observada com atenção pelas principais campanhas, que ainda não definiram os nomes que ocuparão o posto de vice em suas chapas. Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT), por exemplo, foram oficializados como candidatos de suas siglas, mas têm dificuldade de encontrar um nome para o posto.

    "Sabemos que o prazo para a indicação do vice é de 24 horas depois da reunião e da feitura da ata, que será no dia 5 de agosto. Então, temos até o dia 6 para escolher", afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi. Segundo ele, os aliados de Ciro farão um encontro no domingo (5) para bater o martelo sobre o vice do presidenciável.


    A principal preocupação, porém, se concentra na campanha do PT. O partido pretende lançar o ex-presidente Lula como candidato ao Planalto na convenção da sigla, no sábado (4), mas não indicaria um vice para o petista. 

    A ordem era do próprio Lula, que avaliava que a nomeação para a vaga poderia ser entendida como um possível plano B do PT caso ele seja impedido de concorrer.

    A programação do PT era deixar a escolha para o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das chapas. A definição caberia à executiva do partido e, dessa forma, o partido ganharia tempo na estratégia de levar a candidatura de Lula até o limite.

    Neste sábado, além do PT, o PSDB, de Geraldo Alckmin, e a Rede, de Marina Silva, também chancelam seus candidatos. Ambos também não definiram seus vices. 

    O tucano está em negociações avançadas com a senadora Ana Amélia (PP-RS) para a vaga, enquanto Marina conversa com o PV, seu ex-partido, para ter o ex-deputado federal Eduardo Jorge como companheiro de chapa. 

    NAOM-Com informações da Folhapress.


    Imprimir