Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    27/08/2018

    HOJE É DIA DO PSICÓLOGO| Busca por atendimento psicológico triplica entre os adolescentes de 10 à 14 anos

    Levantamento da Gesto traçou um perfil de consumo da assistência psicológica pelos brasileiros entre 2016 e 2017


    Dia 27 de agosto é comemorado o Dia do Psicólogo, em homenagem a data de regulamentação da profissão, que aconteceu em 1964. Desde então, a busca por esse profissional da saúde responsável, entre outras coisas, por orientar o comportamento humano tratando dos sentimentos, dos traumas e das crises das pessoas vem em uma crescente. Mais especificamente, de 2015 para cá, por exemplo, a frequência de consultas de adolescentes de 10 à 14 anos triplicou. E essa se tornou a terceira terapia mais buscada pelos beneficiários dos planos de saúde corporativos, atrás apenas daquelas associadas a outros tratamentos (como a fisioterapia pulmonar) e da hemodiálise.

    Cerca de 11% dos gastos das operadoras de saúde com terapias foram destinados à cobrir os atendimentos com psicólogos, o que ultrapassa o total de R$10 milhões entre 2016 e 2017. Isso representa 30% a mais do que o consumido pelo quarto lugar do ranking, ocupado por fisioterapia, e cinco vezes mais do que o destinado para nutrição, que é a sétima terapia listada entre as de maiores despesa.
    As informações são da Gesto, empresa que utiliza tecnologia e ciência de dados para gerenciar planos de saúde corporativos e que administra um banco de cerca de 6 milhões de vidas. O levantamento foi conduzido considerando um universo de 622 mil pessoas, pertencentes a empresas de diferentes portes que atuam em território nacional. “A amostra é maior do que a população de 99% dos municípios brasileiros, visto que apenas 31 deles possuem mais do que 500 mil habitantes. Ou seja, ela reflete de forma bastante fiel um retrato de como é o perfil de acesso aos psicólogos por parte da nossa sociedade”, detalha Fabiana Salles, CEO da companhia.

    O estudo concluiu também que os maiores frequentadores das consultas são as crianças e os adolescentes entre 0 e 18 anos, que representam 27% dos usuários da modalidade, divididos de forma quase igualitária entre meninas (12,22%) e os meninos (14,85%). O dado pode estar relacionado a situações alarmantes, como o fato de que um em cada dez estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas, de acordo com dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015; ou ainda às dificuldades de aprendizado, como no caso da dislexia, que atinge entre 5% e 17% da população mundial de acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

    Já quando o recorte considera a população total, que contempla até os 59 anos ou mais, o cenário de divisão se inverte: a frequência é majoritariamente feminina (63,81%). E, em geral, as consultas são realizadas em profissionais credenciados pelo plano de saúde (86%). Por fim, o preço médio que as operadoras pagam por assistência teve um discreto crescimento de 2% de 2016 para 2017.

    “O mais interessante do levantamento é perceber que quem desloca os dados de uso é, na maior proporção, os dependentes daqueles titulares que recebem o benefício saúde das empresas em que trabalham. Ou seja, de forma indireta, a necessidade de atendimento psicológico pode impactar a produtividade de um colaborador no dia a dia, mesmo que a necessidade não seja para si próprio. E ter a visibilidade de um indicador com esse contribui para o desenho mais assertivo de uma estratégia macro, que envolve o plano de saúde e programas paralelos de qualidade de vida”, conclui Fabiana.

    Fonte: Growth Comunicações


    Imprimir