Campo Grande (MS),

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    03/07/2018

    ARTIGO| Como manter o casamento

    Por: Wilson Aquino*
    O elevado número de divórcios e separações no Brasil (344.000 no ano passado, segundo dados do IBGE) demonstram o fracasso do homem e da mulher na difícil luta pela sobrevivência do casamento e manutenção da família. São tempos modernos, difíceis, dinâmicos, de extrema liberdade e tentações, que se não forem bem trabalhadas tornam insustentáveis qualquer união.

    O casamento exige sacrifícios e uma batalha constante para seu fortalecimento; para que não se dissolva diante de obstáculos que surgem na vida de cada um; na vida do casal.

    O casal precisa se conscientizar que essas ameaças à estabilidade surgirão sempre, das mais variadas formas e saber enfrentá-las quando surgirem é o segredo. Caso contrário, o casamento se abate e morre.

    Uma das grandes ameaças ao casamento é o excesso de liberdade que homens e mulheres usam nos tempos de hoje na sua vida cotidiana, na maioria das vezes, sem compromisso com nada e com ninguém. Isso trouxe a promiscuidade, com o sexo fácil e inconsequente, que resulta no afastamento de “laços eternos” entre o homem e a mulher.

    As tentações estão à solta e em todos os lugares. Nas ruas e até nos ambientes de trabalho. É o mal agindo o tempo todo pelo esfacelamento da família.

    Fora essas questões externas que exercem um lamentável papel nos elevados índices de divórcios e separações, daqueles não casados legalmente, temos também, provavelmente como as maiores causas, dentro do próprio lar: a ausência de amor! De carinho! De respeito um pelo outro.

    Se o indivíduo se encontra em constantes cobranças e debates consigo mesmo quando não age ou reage de maneira que considera “adequada” – Quem nunca se cobrou dizendo para si próprio algo como: “fui tolo”, “por que não reagi assim ou assado diante daquela situação há pouco? ” – Certamente muito mais difícil é compreender e aceitar a personalidade e o comportamento do cônjuge.

    O problema é que nem sempre usamos da paciência e da compreensão necessária para com nossa companheira (o).

    Infeliz daquele que se revelam dizendo ao cônjuge: - Sou assim! Você me conheceu assim e vou morrer assim! Infeliz desse indivíduo que pensa ser impossível mudar, crescer, se aperfeiçoar.

    Agimos impacientemente e sem amor nos atos e palavras, que são ingredientes que não devem ser deixados, absolutamente nunca, de lado num relacionamento, ainda mais àquele ao qual nos comprometemos não apenas “até que a morte nos separe”, mas por toda eternidade (Nós, SUD, acreditamos que o casamento e as famílias podem ser eternas).

    Quando estamos em namoro, nos dedicamos a ele com constantes ações voltadas para a conquista cada vez maior daquela que pretendemos como esposa. Mandamos flores, proferimos palavras gentis e carinhosas, escrevemos poesias e nos inspiramos, sempre, nos mais loucos e ousados atos em nome do amor.

    Esse é o segredo para manter um casamento: continuar essa gentileza e luta constante para conquistar e manter o belo e grande amor que conquistamos, por todos os anos que se seguirem. Ou seja, é preciso que tenhamos em mente que a conquista deve ser uma constante na vida de cada um, sempre adubando o relacionamento com amor, carinho, respeito e dedicação permanente.

    Ninguém é dono de ninguém! E o indivíduo que pensa que pelo fato de ter casado não precisa mais cativar e conquistar sua esposa está redondamente enganado e esse relacionamento, provavelmente fadado ao fracasso.

    E não importa se nossa companheira (0) sofra qualquer mudança física (e isso vai acontecer com absolutamente todos nós, mais cedo ou mais tarde), precisamos amá-la incondicionalmente. Consciente disso e agindo dessa forma, tudo fica muito mais fácil e agradável para ambos e a todos à volta.

    Os melhores adubos para uma vida conjugal longa e saudável então é isso: amar incondicionalmente. Amar sem desejar qualquer coisa em troca. Simplesmente amá-la com olhares meios, palavras poéticas e suaves e gestos delicados e fraternos, sempre.

    Quando amamos e adubamos o amor assim ele será sempre belo, vivo e prazeroso. Não importam as décadas, os cabelos brancos, sempre vamos amá-la e admirá-la como nossa eterna namorada.

    As Escrituras Sagradas, desde o Velho Testamento nos ensinam tudo isso, como devemos tratar e amar nossas companheiras (os) para que tenhamos uma vida longa, feliz e alegre, alicerçados acima de tudo no grande e inquestionável amor de Deus.

    *Jornalista e professor


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