Campo Grande (MS),

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    25/06/2018

    Em busca de candidatura, Meirelles crê em melhora da aprovação na campanha

    Nome do MDB percorre Estados a fim de emplacar candidatura ao Planalto e deixa MS com a garantia de 23 votos em convenção nacional 

    Meirelles afirmou em Campo Grande acreditar que, com a campanha, divulgação de sua biografia ajudará na obtenção de votos ©Paulo Francis
    Egresso de um governo que convive com baixos índices de popularidade, e ele mesmo amargando percentuais de um dígito nas intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto, o ex-ministro Henrique Meirelles (Fazenda) aposta no início da campanha eleitoral para convencer o eleitorado brasileiro de que tanto ele como a gestão de Michel Temer têm conteúdo para lhe garantir a vitória nas eleições presidenciais de outubro.

    A segurança de Meirelles sobre a viabilidade de sua candidatura foi exposta no início da noite desta segunda-feira (25) em Campo Grande, durante reunião com dirigentes e lideranças do MDB de Mato Grosso do Sul, na sede do Diretório Regional do partido. O pré-candidato à Presidência deixou a cidade com a certeza de que terá os 23 votos da cúpula estadual emedebista na convenção nacional do partido que poderá oficializar sua candidatura.

    Meirelles tenta suceder Temer, ao qual assessorou na Fazenda –já fora presidente do Banco Central no Governo Lula, acumulando ainda passagens por importantes instituições financeiras do país– e a quem vê acumular baixos índices de popularidade e aprovação, muito em decorrência de políticas que desagradam parte da população (como as reformas trabalhistas e previdenciária). Mesmo assim, apega-se a números como o da geração de empregos e do controle da inflação para defender a candidatura e a atual administração federal.

    Dirigentes garantiram a Meirelles os 23 votos do MDB estadual na convenção que definirá candidatura do partido ao Planalto
    “Vamos para a eleição de outubro com uma história baseada em resultados concretos. Entramos no governo com o Brasil tendo a maior crise da história, maior até que a crise de 1929 (que assolou praticamente todo o mundo). Eram 14 milhões de desempregados, inflação de 10% ao ano e juro altíssimo. O fato é que a inflação foi controlada, é a mais baixa em 20 anos, e temos a possibilidade de continuar agora, porque o Brasil está gerando emprego, em quatro meses são quase 387 mil. Não podemos voltar atrás e adotar políticas que levaram o Brasil à crise”, disse Meirelles a jornalistas.
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    O pré-candidato do MDB avalia que tais dados não se revertem em intenções de voto para si porque ele “larga atrás” de outros pleiteantes à Presidência da República.

    “Nunca fui candidato a presidente, nunca participei de programas eleitorais na TV, enquanto outros candidatos, seja o próprio ex-presidente Lula, Ciro (Gomes) e Marina (Silva) já foram candidatos, apareceram em programas mais de uma vez e por isso são conhecidos. Ou estão fazendo campanha há muito tempo, mais de cinco anos”, afirmou Meirelles.

    Sobre si, o ex-ministro afirma que o número de pessoas que conhece a sua história é pequeno. Porém, diz que pesquisas qualitativas mostram que, “entre os que a conhecem, a intenção de voto (em mim) é maior, mais de 20% dos que declararam ter informações sobre mim dizem votar”. “No momento em que isso for apresentado à população, não há dúvidas de que a intenção de voto aumenta muito. E vamos caminhar para a vitória, inclusive começando na convenção do MDB”, emendou.

    O pré-candidato declarou, ainda, já contar com o apoio da maioria dos Estados, valendo-se do argumento de que o MDB já decidiu por uma candidatura própria –inclusive com o respaldo de Temer, que abdicou da disputa e apoia Meirelles. “O Brasil vê um grande partido que passou 20 anos sem apresentar candidatura e continua forte”, declarou.

    Plataforma 

    Baseado no projeto “Ponte para o futuro”, lançado em 2015 por Temer, Meirelles explica que o MDB defende agora o “Estrada para o futuro”, projeto de gestão que parte dos crescimentos da economia, do emprego e da renda como forma de permitir sustentação a outros setores, como saúde, educação, segurança e programas sociais.

    “Não se cria dinheiro do nada. Precisa da arrecadação para fazer um Bolsa Família forte. Tem de ter arrecadação para dar saúde à população, segurança, educação para as crianças e jovens. E para isso precisa de um país bem administrado, crescendo e gerando emprego e renda”.

    Presidente do MDB estadual e candidato do partido ao governo, André Puccinelli garantiu que Meirelles terá os 23 votos dos convencionais de Mato Grosso do Sul na decisão nacional do partido pela candidatura ao Planalto.

    “Ouvimos quem soube liderar uma equipe econômica que bloqueou a importação crescente, reduziu juros, mostrou no BC no Governo Lula e agora como ministro da Fazenda a recuperação econômica que o país experimenta”, sustentou, lembrando ainda que em 1996, quando disputou a Prefeitura de Campo Grande pela primeira vez, partiu de índices de intenção de voto semelhantes.

    Fonte: campograndenews
    Por: Humberto Marques


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