Campo Grande (MS),

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    06/05/2018

    Temer diz a Meirelles que é preciso dialogar com forças de centro

    Ex-ministro e presidente se reuniram no Jaburu neste domingo (6)

    ©DR
    O presidente Michel Temer fez mais um movimento para evitar seu isolamento no xadrez eleitoral deste ano e disse ao ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) que é preciso abrir diálogo com as forças de centro. Em reunião no Palácio do Jaburu neste domingo (6), o presidente afirmou que é preciso mirar uma aliança mais ampla ao Palácio do Planalto.

    Meirelles se filiou ao partido de Temer no início de abril para tentar viabilizar sua candidatura, mesmo diante do desejo do presidente de concorrer à reeleição. Apesar do recado deste domingo, interpretado por aliados como uma forma de Temer mostrar que não tem mais disposição de disputar e que a ordem agora é articular com nomes mais viáveis, Meirelles insiste em se manter no jogo -ele e o presidente não passam de 2% nas pesquisas.

    O ex-ministro da Fazenda ampliou a equipe e fechou com o marqueteiro Chico Mendez para a sua pré-campanha. O publicitário trabalhou, em 2014, na campanha que elegeu Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas e, em 2012, participou da campanha presidencial de Henrique Capriles, opositor a Nicolas Maduro, na Venezuela.

    Desde o fim da semana, Temer admite que pode não concorrer à reeleição, mas tenta se colocar como um agente influente na disputa, apesar de sua baixíssima popularidade.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, na quinta-feira (3) ele conversou por telefone com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e marcaram encontro para os próximos dias em que irão discutir, pela primeira vez de forma mais assertiva, uma possível aliança para o Planalto.

    Temer está disposto a abrir mão de sua candidatura e trabalhar com o tucano para unir o fragmentado campo da centro-direita, na tentativa de evitar uma derrota acachapante da coalizão que o levou à Presidência em 2016.

    Um dos desenhos desse xadrez colocaria Meirelles como vice na chapa de Alckmin, possibilidade ainda rechaçada pelo ex-ministro da Fazenda.

    Alckmin hesitava em fechar acordo com Temer -um presidente com baixa popularidade e investigado por corrupção-, mas como não decola nas pesquisas, o tucano avalia que, com isso, poderia conseguir o apoio de partidos aliados ao governo, além de tempo de propaganda na TV vindo do MDB.

    O movimento não agrada a todo o grupo que hoje se autodenomina centro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, costura com alguns partidos, como PP e PR, uma alternativa à aliança Temer-Alckmin que, na avaliação do deputado, não pode nem mesmo se declarar "de centro", visto que não têm a possibilidade de diálogo com demais campos políticos. 

    NAOM - Com informações da Folhapress.
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