Campo Grande (MS),

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    25/05/2018

    Greve dos caminhoneiros compromete transporte e merenda escola nos municípios de MS

    Vista da fachada da Assomasul em Campo Grande
    A greve de caminhoneiros chega ao sexto dia consecutivo neste sábado (26) e já causou enorme prejuízo à população devido à falta de combustíveis e alimentos nos supermercados, atingindo em cheio a administração municipal em Mato Grosso do Sul. 

    O governo e representantes de caminhoneiros anunciaram na quinta-feira (24) durante entrevista coletiva à imprensa, acordo para suspender greve. Mesmo assim, eles mantêm protestos em 22 estados e no DF. 

    Os protestos seguem em AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SC, SE, SP e TO. 

    Um breve levantamento feito pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) a pedido do presidente da entidade municipalista, Pedro Caravina, aponta uma situação dramática incluindo o transporte escolar e a merenda destinada aos alunos da Reme (Rede Municipal de Ensino). 

    A prefeitura de Água Clara, por exemplo, alega que está sem combustível, com frutas e legumes escassos e a carne só dá apenas para a merenda de um dia devido a situação provocada pelo protesto dos caminhoneiros. 

    A prefeitura de Alcinópolis não tem combustível e já paralisou as máquinas que executam obras e recuperação de estradas. A informação passada à Assomasul é que provavelmente na segunda-feira as aulas sejam suspensas 

    Em Anastácio, somente um posto de combustível ainda estava funcionando até o fechamento desta edição. As máquinas estão no pátio por falta de óleo diesel, ainda há um pouco de alimento e a previsão é que as aulas também sejam suspensas no começo da semana que vem. 

    Da mesma forma, o prefeito de Bela Vista, Reinaldo Miranda Benites, informou que se a situação continuar como esta irá paralisar tudo na segunda-feira. 

    Sem combustível e sem transporte escolar, o fornecimento da merenda escolar também está comprometida nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Camapuã. 

    A prefeitura de Caracol também anunciou que deverá suspender as aulas e paralisar “tudo” caso a situação não se normalize até o começo da semana que vem. 

    Administrada pelo prefeito Waldeli dos Santos Rosa, a prefeitura de Costa Rica não dispõe de óleo diesel para maquinários e ônibus do transporte escolar e também ameaça paralisar as aulas devido a greve dos caminhoneiros. 

    A situação não é diferente em Coxim, no Norte do Estado, onde o prefeito Aloísio São José, não dispõe de óleo diesel, de transporte e se reunirá com sua equipe administrativa para saber sobre o estoque de alimentos da merenda escolar. 

    A assessoria da prefeitura de Deodápolis informou apenas que não há combustível. Outros municípios na mesma situação são Figueirão, Guia Lopes da Laguna, Naviraí, que está priorizando a área de saúde pública, Nioaque, Nova Andradina, Paraíso das Águas, Vicentina e Rio Brilhante que, além da falta de combustível e merenda escolar, não tem sequer gás de cozinha.

    ASSECOM


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