Campo Grande (MS),

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    03/04/2018

    Parkinson: 7 dicas para ter qualidade de vida com a doença

    No dia 4 de abril é celebrado o Dia Nacional do Parkinsoniano

    © IStock
    Com a expectativa de vida maior, os riscos de doenças crônicas como a de Parkinson aumentam. Para conscientizar e informar a população sobre esse problema que afeta cerca de 200 mil brasileiros acima de 60 anos, foi criado o Dia Nacional do Parkinsoniano, celebrado em 4 de abril.

    “Apesar de ainda não ter medicações que impeçam a evolução da doença, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento geriátrico e neurológico são fundamentais para manter a autonomia do idoso”, afirma o Dr. Rodrigo César Schiocchet da Costa, geriatra da Cora Residencial Senior.

    Ele explica que é muito importante que os sintomas sejam diagnosticados logo no início, para que os tratamentos (com remédios e terapias não medicamentosas) possam amenizar os sintomas característicos da doença.

    “Lentidão motora, rigidez nas articulações, tremores e desequilíbrio são os principais sintomas, mas também há outros, como diminuição do olfato, alterações intestinais e problemas com o sono”, orienta o geriatra.

    O que é?

    O Parkinson, descrita pela primeira vez em 1817 pelo médico inglês James Parkinson, é uma doença neurológica, progressiva e não tem cura. Costuma se manifestar por volta dos 60 e 70 anos e atinge o sistema nervoso central, afetando a movimentação muscular do idoso. É caracterizada pela lentidão nos movimentos, tremor que aparece principalmente quando a pessoa está em repouso, rigidez da musculatura e instabilidade da marcha.

    Segundo a Associação Brasil Parkinson, esta doença é uma degeneração de células cerebrais que produzem a substância dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. Com a diminuição, ou até mesmo a falta desta substância, os movimentos são afetados, fazendo com que a pessoa desenvolva a doença de Parkinson.

    Tratamento

    Com um diagnóstico precoce é possível que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida e consiga conviver com a doença por anos. São diferentes tipos de medicamentos que podem ser utilizados no tratamento, mas cada paciente precisa de um acompanhamento individualizado.

    O acompanhamento médico regular é fundamental e só tomar os remédios não é o suficiente. Por isso, faz-se necessário uma complementação com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos, que são peças-chaves na melhora da qualidade de vida dos portadores de Parkinson. “Além do tratamento clinico, também existem algumas cirurgias que minimizam os sintomas. Mas é preciso uma avaliação criteriosa para saber quem pode ou não se beneficiar com este procedimento", explica o Dr. Rodrigo.

    “Hoje, vemos pacientes com Parkinson com 15 anos de doença, o que antes não era comum. Isso ocorre porque os pacientes são mais bem conduzidos do ponto de vista médico”, avalia o Geriatra. Ele explica que orientar a família em relação aos riscos e aos cuidados mais direcionados permite aumentar a sobrevida e a funcionalidade dos idosos. Assim, com exercícios e adaptações, o portador da doença de Parkinson pode melhorar sua autonomia e preservar sua independência – mesmo com a evolução da doença.

    Estratégias para o bem-estar

    1 - Diagnóstico precoce

    É importante que o diagnóstico seja feito na fase inicial, para que o médico possa orientar as mudanças no estilo de vida. Quanto mais cedo começar o tratamento com o idoso e a família, melhor será o controle da evolução da doença. Com as medicações introduzidas no momento certo, ela pode ser mais lenta, tornando-se menos agressiva ao paciente.

    2 – Apoio da família

    A doença envolve toda a família e as pessoas que cuidam do idoso. Por isso, todos devem participar do tratamento para conhecer melhor o problema, aprender a lidar, tirar dúvidas do dia a dia e, assim, contribuir para o bem-estar do paciente.

    3 – Atenção multidisciplinar

    O apoio de profissionais de várias áreas, junto com o tratamento medicamentoso específico, pode reduzir os sintomas. Além do médico, os cuidados de uma enfermeira; de um fonoaudiólogo, que consegue conciliar a melhora da fala e da deglutição; de fisioterapeutas e educadores físicos, que estimulam a parte motora; e de nutricionistas, que orientam a alimentação, melhoram o cotidiano do paciente.

    4 – Vida social

    O idoso deve ser estimulado também a participar das atividades sociais e manter sempre o contato com os amigos. Essas relações são essenciais para a qualidade de vida.

    5 - Controle dos sintomas

    As medicações atenuam os sintomas da doença, mas é imprescindível um tratamento realizado por uma equipe de profissionais de saúde que envolva exercícios e adaptações, para melhorar a autonomia e preservar a independência do paciente.

    6 – Risco de queda

    É importante gerenciar o risco de queda, adaptando equipamentos e móveis na casa, pois é um grande risco para perda de funcionalidade no idoso.

    7 – Saúde em dia

    A prática de atividade física regular, a manutenção de atividades mentais e de relacionamentos interpessoais são muito importantes para envelhecer com saúde. Controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol, respeitar o horário do sono, visitar o médico periodicamente e evitar o cigarro e álcool são medidas preventivas essenciais.

    Fonte: NAOM
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