Campo Grande (MS),

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    01/03/2018

    Proibição da pesca de dourado já tem apoio de bancadas na Assembleia

    Projeto foi rejeitado no ano passado, mas agora ganha força entre os parlamentares

    Deputados Eduardo Rocha, Márcio Fernandes, Beto Pereira e Felipe Orro © Assessoria/ALMS
    O projeto que proíbe a pesca de dourado por oito anos em Mato Grosso do Sul, que foi rejeitado no ano passado, agora já tem apoio de integrantes de várias bancadas da Assembleia, que mudaram de ideia e devem votar a favor da restrição.

    O autor do projeto, Beto Pereira (PSDB), explicou que o projeto reapresentado neste ano, sem mudanças no texto, ganhou força devido a "conscientização ambiental", de que a medida vai favorecer a reprodução de quatro gerações do dourado.

    "O projeto teve a coautoria de 12 deputados desta vez e hoje o tema está mais maduro, com os colegas sabendo a importância de preservar e cuidar do meio ambiente. A intenção é que com esta restrição, os pescadores tenham aumento de estoque no futuro", disse o tucano.

    O líder do bloco do MDB, Eduardo Rocha, reconheceu que os deputados estão mais propensos a aprovar o projeto, por entenderem a necessidade da preservação. "O tema vai ser discutido, inclusive com as associações de pescadores, mas vejo os colegas mais favoráveis a esta medida, que vai durar por um determinado período".

    Mudança - Amarildo Cruz (PT) também ressaltou que a bancada petista deve ter ao menos três votos favoráveis. "Ano passado votamos contra pelo aspecto social que envolvem os pescadores, porém em conversa com especialistas e analisando pesquisas, entendemos que é necessário a preservação, até porque já se tem poucos dourados nos rios", explicou.

    O petista revelou que uma das preocupação dos pescadores é que após a proibição da pesca de dourado, outras espécies tenham a mesma restrição. "Não temos esta intenção, pois cada caso é um caso, ou seja, não há o planejamento de estender a outras espécies", garantiu o autor do projeto.

    Além da proibição da pesca, também ficam vedados o transporte e comercialização pro oito anos, tendo inclusive a previsão de multa de 200 a 10 mil Uferms, assim como outras punições como interdição total do estabelecimento, assim como suspensão de licença.

    Fonte: campograndenews
    Por: Leonardo Rocha


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