Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    22/02/2018

    Odilon mantém sigilo sobre parcerias e coligações para a pré-campanha

    Pré-candidato falou sobre vários assuntos em coletiva nesta manhã

    Juiz federal aposentado disse que conversas estão avançadas ©Bruno Henrique
    O pré-candidato ao Governo do Estado, Odilon de Oliveira (PDT), confirmou que alguns partidos já o procuraram para alianças e coligações, mas não quis revelar nomes. O juiz federal aposentado realizou uma coletiva de imprensa nesta manhã e falou sobre vários temas.

    “Fomos procurados e eu continuo mantendo uma única cláusula para essas parcerias. Não vou me misturar a pessoas envolvidas com corrupção. Não vamos citar nomes por enquanto, até para não cometer injustiça com outros”, comentou Odilon, marcando o fim de março como data para fechar as parcerias e anunciar as coligações. “Até porque precisamos começar a viajar para o interior”, completou.

    Ainda conforme o pré-candidato, seu filho e vereador Odilon de Oliveira Júnior e o presidente regional do PDT, João Leite Schmidt, são os responsáveis por essa tratativa com os possíveis parceiros para a futura campanha para governador.

    “As negociações estão bem avançadas para as vagas do Senado. Já conversamos com Pedro Chaves, que é o que está mais avançado. Com Chico Maia também. Já para vice-governador nem tanto. Estamos estudando e avaliando”, explicou Odilon.

    NÚCLEOS

    Ainda durante a coletiva, Odilon falou do lançamento de um plano para integrar a população ao seu projeto de governo. “Montaremos 700 núcleos em Campo Grande e todas as cidades do interior. Vamos mobilizar a população para que as reivindicações dela se tornem instrumento para trabalharmos no nosso governo”, explicou.

    Ao todo, esses núcleos devem ser compostos por 10 pessoas de diversos segmentos da sociedade e que vão mobilizar todo o bairro ou região de onde está instalado. As reuniões devem ocorrer em residências de voluntários.

    SECRETARIADO

    Mesmo em pré-campanha, Odilon já comentou como deve ser montado seu secretariado, caso vença o pleito desde ano. Para o pré-candidato, há pastas que podem ser chefiadas por políticos, mas outras devem ser lideradas por técnicos e pessoas que entendam do assunto e da área.

    “Segurança Pública, por exemplo, não pode de forma alguma ser política. Tem que entender e ser da área. Assim como na Saúde, tem que ser técnico e entender de gestão na área de saúde também”, relatou.

    'PIADISTA'

    Durante a coletiva, Odilon comentou sobre a “Chapa dos Sonhos” elencada pelo ex-governador e também pré-candidato ao Governo do Estado, André Puccinelli (MDB), que colocaria Odilon como vice e o atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), em uma vaga para o Senado.

    “O ex-governador com certeza estava brincando quando falou isso. Foi um momento de humor. Ele não nos representa algo novo, até porque é ex-governador. A minha chapa dos sonhos seria comigo a frente e alguém que se encaixe naqueles critérios de lisura que comentei”, disse.

    ESCOLA MANTIDA

    Mesmo já aposentado como juiz federal, Odilon se mantém com a escolta da Polícia Federal, por orientação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). E conforme ele, deve se manter assim por toda campanha.

    “Quando vou à fronteira também há um reforço da Polícia Civil local e da Polícia Rodoviária Federal. No caso de ser eleito, acredito que não haverá mais necessidade, pois o Estado tem condições de fazer essa proteção”, afirmou, lembrando que é escoltado há 20 anos e não é vaidade dele e nem algo confortável.

    VIDA POLÍTICA X VIDA DE JUIZ

    Por fim, o pré-candidato comparou as vidas públicas como juiz federal e político. Com um grande sorriso, diz que se sente mais “livre” como político e comentou algumas diferenças. “Dá para sentir a diferença. Na política não tomamos decisões sozinhos, mas como juiz não posso fazer manifestações políticas. E fico até feliz com isso agora, mais livre. Adquiri liberdade de expressão”, concluiu.

    Fonte: CE
    Por: LEANDRO ABREU


    Imprimir