Campo Grande (MS),

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    02/02/2018

    De autoria do deputado Amarildo Cruz, o Dia do Poeta e da Poesia entra no calendário cívico de MS

    © Divulgação
    De autoria do deputado estadual Amarildo Cruz (PT), a Lei 5.122, que institui o Dia do Poeta e da Poesia no Estado de Mato Grosso do Sul, foi sancionado pelo Governo do Estado e passa a integrar o Calendário Cívico e Cultural, a ser celebrado, anualmente, no dia 19 de dezembro. O parlamentar apresentou o projeto para a criação da data em novembro do ano passado em reconhecimento aos relevantes serviços prestados pelos poetas à comunidade sul-mato-grossense. A lei também agracia um dos maiores poetas brasileiros, Manoel de Barros.

    Para Amarildo Cruz, a criação do Dia do Poeta e da Poesia de Mato Grosso Sul é um justo reconhecimento a todos os poetas da história do Brasil, que influenciaram e influenciam escritores da nova geração da literatura brasileira.

    A homenagem a Manoel de Barros foi sugerida pela Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL) e pela UBE-MS (União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul), que entende que o escritor pantaneiro é uma das referências da literatura no Brasil e o nome mais notável da história da escrita em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

    “Manoel de Barros apresentou aos leitores um estilo único na poesia, onde os elementos, para muitos, mais simplórios ganhavam asas e destaque na escrita. A homenagem é mais que merecida para o poeta que, por décadas, levou o Pantanal e Mato Grosso do Sul para o Brasil e mundo”, disse o parlamentar.

    História do poeta Manoel de Barros

    Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu no dia 19 de dezembro de 1916 em Cuiabá, Mato Grosso. Em 1941 formou-se em Direito na Faculdade do Rio de Janeiro e na década de 1960 mudou-se para Campo Grande. Nas décadas de 80 e 90 consagrou-se como um dos principais poetas do Brasil e chegou a figurar na lista dos livros mais vendidos, o primeiro poeta a conseguir tal façanha desde a morte de Carlos Drummond de Andrade.

    Publicou seu primeiro livro de poesias, "Poemas Concebidos Sem Pecados", em 1937 e ao todo foram mais de vinte livros, entre eles, “Face Imóvel” (1942), “Poesias” (1946), “Compêndio Para Uso dos Pássaros” (1961), “Gramática Expositiva do Chão” (1969), “Matéria de Poesia” (1974), “O Guardador de Águas” (1989), “Livro Sobre Nada” (1996), “Retrato do Artista Quando Coisa” (1998), “O Fazedor de Amanhecer” (2001), e “Portas de Pedro Vieira” (2013).

    Recebeu diversos prêmios como o Prêmio Orlando Dantas em 1960, doado pela Academia Brasileira de Letras pelo livro: Compêndio para o uso dos pássaros, Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal em 1969, Prêmio Nestlé em 1997 e o Prêmio Cecília Meireles em 1998. Manoel Wenceslau Leite de Barros foi um dos maiores poetas contemporâneos do nosso país.

    Ele faleceu no dia 13 de novembro de 2014, em Campo Grande.

    Fonte: ASSECOM


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