Campo Grande (MS),

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    05/02/2018

    ARTIGO| A temporária vulnerabilidade do povo brasileiro

    Por: Patrick Henry Delgado Hokama*
    O desconforto do povo brasileiro perante à expansão dos domínios culturais, políticos e econômicos, por parte daqueles que foram travestidos de poder representativo e que hoje acabaram assumindo as rédeas de nosso abjeto país, limitou-se ao balbuciar de queixumes e acusações erísticas nas redes sociais (como se, ao invés de maquinarmos um Golpe de Estado, tendo em vista da legitimidade da desobediência civil a um governo ilegítimo, que se encontram protegidos em seu forte, construído com o intuito de isolá-los das manifestações e tentativas da derrocada do poder, que se tornou Brasília, diferente do que ocorrera quando a capital inda encontrava-se no Rio de Janeiro, ficássemos caçoando dos candidatos ou defendendo-os energicamente com campanhas públicas, fosse apresentar-nos resultados sólidos e que levasse-nos ao restabelecimento da ordem cívica – ou, pelo menos, nos levasse à ela pela primeira vez), evidenciando a completa vulnerabilidade em que nos encontramos perante os tiranos usurpadores da tão desejada democracia, por estarem, eles, colocando em prática um oculto desejo da completa transvaloração de todos os valores ocidentais para que possam alcançar, finalmente, a triunfante vitória sobre a suposta burguesia opressora e crematística, responsável pela depravação e decadência disto que um dia alguém ousou chamar de humanidade. 

    Encontramo-nos a passos largos de entendermos hialinamente o processo posto em prática em nossa terras, o qual também tem servido de fundamento para as barbáries cometidas de modo corriqueiro no âmbito familiar, público, político e escolar, da mesma forma como os intelectuais a serviço do poder encontram-se muito distantes de uma compreensão da realidade para além da dialética-histórica. Os homens públicos que com muita frequência repetem seus discursos dizendo estarem vendo um futuro próspero para a Terra de Santa Cruz, pautado no lema positivista resumido a “ordem e progresso”, não se dão conta de que permanecem cegos. Tomam como alicerce das relações sociais as questões econômicas e, a partir disso, afirmam a existência de uma forjada luta, nominativa, somente, entre o proletariado e a burguesia, fazendo-os verem as interações humanas desde seus primórdios somente sob a ótica desses dois polos “extremos e discrepantes”. A revolução socialista necessita, drasticamente, do ódio mútuo entre dois sistemas contraditórios para darem prosseguimento ao objetivo de tomarem sorrateiramente o poder, criando um novo partido tão forte quanto o da burguesia, expropriando-os, lentamente, de seus principais bens, os meios de produção, e direcionando-os ao Estado que, nesse cenário, serve somente como uma forma de fundo legal de armazenamento para a “expropriação”, leia-se roubo, proletária e, quando estiver concluso esse processo e o terreno social estiver apto para dar cabo ao clímax socialista, o Estado, agora detentor dos meios de produção, como um ato glorioso e trágico, porá fim em sua existência desmantelando-se de forma voluntária para que seja possível erradicar a divisão do trabalho social e viver, a partir de então, no paraíso de uma sociedade fraterna e sem classes: eis descrito, grosso modo, o que pretendem fazer conosco. 

    E, para isso, o lupemproletariado, (entenda-se a camada da classe proletária que vivem à margem da população, como os negros, traficantes, usuários de drogas, gays, lésbicas, transexuais e semelhantes), tem sido utilizado como a principal ferramenta da prática revolucionária, onde a mídia e inúmeras leis camuflam a descarada prática de sua defesa e inviolabilidade perante às leis, obrigando-nos a tomarem-nos como parte integrante da reformulação forçada daquilo que compreendemos como normal, pretendendo apresentá-los como vítimas sociais de um sistema capitalista excludente e maléfico, além das novas práticas comportamentais surgidas como uma forma de afrontar e destruir, diretamente, os valores nobremente pregados e estabelecidos pela cristandade. Temos de tomar ciência imediata de nossa condição moribunda e vulnerável perante às potestades do mal, para que possamos nos revestir de conhecimento e sabedoria para pormos fim neste inimigo tão danoso à nossa pátria. Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante.

    *acadêmico do 5° semestre do curso de Filosofia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul


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