Campo Grande (MS),

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    25/01/2018

    PF já planeja como cumprirá mandado de prisão de Lula

    Petista foi condenado em 2ª Instância. Ex-presidente ainda pode recorrer.

    Diretor-geral diz querer evitar qualquer tipo de confronto © Sérgio Lima/Poder360 - 20.nov.2017
    O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, já pensa em como cumprir a ordem de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A prisão será o desfecho após votados todos os recursos de Lula no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região), caso o petista não consiga 1 habeas corpus ou efeito suspensivo em tribunais superiores.

    Ao site Poder360/Drive, Segovia disse na tarde desta 4ª feira (24.jan.2018) que o melhor seria o ex-presidente se entregar espontaneamente. Seria uma prisão“mais pacífica”.

    Segundo o diretor-geral, “deve ser algo bem mais trabalhado para que não haja o mesmo desgaste [de quando Lula foi conduzido coercitivamente para depor].”

    Na semana passada, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse ao Poder360 que seria preciso “matar gente” para prender Lula.

    A condução coercitiva de Lula, em março de 2016, foi para depor na 24a fase da Lava Jato. O petista foi recolhido em casa por agentes da PF e levado a prestar depoimento em uma sala da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

    Na época, o juiz Sérgio Moro determinou esse tipo de condução para “evitar tumultos”, acatando pedido do MPF (Ministério Público Federal). Mesmo assim, houve confronto entre pessoas contra e a favor do ex-presidente em frente ao prédio de Lula e no aeroporto.

    Em fevereiro daquele ano, também houve confusão entre militantes quando havia sido marcado depoimento de Lula no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. A audiência acabou sendo suspensa.

    JULGAMENTO

    Os 3 desembargadores do TRF-4 decidiram nesta 4ª (24.jan) manter, por unanimidade, a condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Todos votaram por aumentar a pena para 12 anos 1 mês. Sérgio Moro havia estipulado 9 anos e 6 meses.

    Com o resultado, as possibilidades de recurso da defesa de Lula na 2ª Instância ficam restritas ao embargo de declaração, que deverá ser apresentado 2 dias após a publicação do acórdão e destina-se a esclarecer pontos da decisão dos juízes.

    Somente após o julgamento dos embargos pelo TRF-4 é que o processo retornará ao juízo de 1º grau, no caso ao juiz Sérgio Moro, que poderá determinar o imediato cumprimento da pena. Neste momento é que o ex-presidente poderá ser preso.

    Fonte: Poder360


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