Campo Grande (MS),

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    25/01/2018

    AMPLA VISÃO| Políticos e jogadores de futebol se parecem


    ‘MAMÃO’ O advogado Ilmar Fonseca ( 39), representante do PT no ‘Big Brother Brasil 2017’ acha que essa é a sua chance de colher os dividendos da popularidade e assim se eleger deputado estadual. Mas no fundo, ‘Mamão’ sabe que não é tão simples: Não tem o respaldo do diretório estadual e é discriminado pelos cacique da sigla. E mais: a fama é passageira e o partido está enfraquecido. 

    ‘PENSANDO’ Sem um bom candidato a governador o PT corre o risco de repetir o ‘bafão’ do ex-vereador Alex do PT na sucessão de Campo Grande. E aí colocaria em risco o projeto de seus candidatos a deputado estadual e federal principalmente. Neste contexto o deputado estadual cabo Almi está admitindo que pode trocar de sigla para garantir sua reeleição. Sua simpatia inicial seria pelo PDT. 

    VAZIO O PT-MS sofreu perdas de lideranças que acompanharam o ex-deputado federal Biff rumo ao PDT. Houve ainda o desgaste das lideranças ao longo do tempo, sem espaço para outros novos. O nome do ex-prefeito de Mundo Novo – Humberto Amaducci foi lançado pelo deputado federal Zeca do PT. Mas convenhamos: é ‘fogo de palha’. O perfil dele é incompatível a pretensão. O eleitor das cidades maiores é exigente quanto ao currículo dos candidatos ao governo. 

    LEDO ENGANO Vai quebrar a cara o eventual discurso petista de indignação contra a condenação do ex-presidente Lula. A opinião pública apoia as decisões da justiça. Os políticos perderam a credibilidade aos olhos da população. O material que circula nas redes sociais mostra isso. Vivemos a época da ‘criminalização da política’ e qualquer dúvida ou mancha neste ou naquele candidato é motivo de rejeição, ironias e críticas. 

    DISCURSO Qual seria mesmo a proposta do candidato do PT ao Governo? Governou por dois mandatos e não mostrou algo de excepcional. Por falta de projeto, equipe e base parlamentar partilhou secretárias e órgãos com partidos e personagens que tanto combateu desde o início. Os ex-deputados Ari Rigo (PDT), Londres Machado (PR) e Jerson Domingos (MDB) deram as cartas nas duas gestões petistas. 

    RESSABIADA ou de calças na mão. Assim defino a situação atual dos ‘valorosos’ políticos que tem culpa no cartório ou que já respondem a procedimentos na Polícia Federal principalmente. As delações, as investigações com auxílio da tecnologia tem sido o diferencial para descobrir fraudes, esquemas e atos de corrupção. Como diz a letra da música ‘João de Barro’ : “o mal feito é descoberto”. Só quem não deve é bastante corajoso para enfrentar a mão da justiça. 

    CONFIRA: “A transmissão ao vivo do julgamento no TRF4 permitiu ao público compará-lo com os julgamentos que se tem visto no Supremo. A postura dos magistrados, raciocínio, método de análise, forma de se comunicar, tudo é diferente. Não há competição pessoal ou ideológica entre eles. Nem elogios recíprocos. Cada um é si próprio. Não há troca de críticas veladas, ou aplausos desnecessários. Ou insinuações jogadas no ar. Mas ainda: não há exibicionismo...” 

    CONTINUA... “A transmissão ao vivo permitiu a cada um de nós formar a própria opinião. Escolher um lado. Quase pegar a justiça com as próprias mãos, com as mãos do seu próprio entendimento. Restou provado que o TRF da 4ª. Região pretendeu ir muito além de simplesmente julgar o ex-presidente. Apresentou ao Brasil uma nova maneira de pensar, expressar e construir a justiça. Provavelmente a maneira de magistrados se comportarem na televisão, na internet e até nos julgamentos sem transmissão nunca mais será a mesma. Uma nova geração pede passagem.” (Joaquim Falcão – professor da FGV Direito Rio) 

    ‘PERSEGUIDO’ No mesmo dia do julgamento, num daqueles discursos públicos, Lula denunciou a existência de um cartel na justiça para desmoralizá-lo e condená-lo. Mas alguém deveria tê-lo avisado que os desembargadores João Pedro Gebran Neto ( relator) e Leandro Paulsen ( revisor) foram indicados pela então presidente Dilma Rousseff. 

    BENEFICIADO Tomando-se por premissa o sentimento de indignação no país e que acabe chegando ao nosso Estado, essa decisão contra Lula pode fortalecer o discurso do pré-candidato Odilon de Oliveira (PDT). Isso também o pouparia de defender a eventual candidatura de Lula por força da coligação do PDT com o PT em nível nacional. Um ex-deputado vaticinava que o senador Pedro Chaves (PSC) caminha para ser o primeiro voto de Odilon, enquanto Ricardo Ayache (PSB) pode se tornar o segundo voto ao Senado. 

    EDIL ALBUQUERQUE Estive com o ex-vereador da capital. Disse que o cenário político é outro devido aos escândalos e prisões. Edil (MDB) figurou na suplência de Murilo Zauith (DEM) ao senado no pleito de 2010. Na capital a dupla obteve 193.896 votos contra 191.335 votos de Waldemir Moka (MDB) e que teve Antonieta Amorim (MDB) como suplente; Delcídio do Amaral (PT) reeleito - 245.242 votos com Pedro Chaves ( PSC) de suplente; Dagoberto Nogueira (PDT) 153.315 votos, com Gilda dos Santos (PT) de suplente. 

    OS IGUAIS Jogadores de futebol e políticos se parecem. Sem o apego pela camisa e partido. Se entre uma temporada e outra o jogador muda de time, entre uma eleição e outra o político aproveita a janela para exibir seu profissionalismo e muda de sigla. Acompanho essa saída de Paulo Duarte, ex-prefeito de Corumbá, do PDT rumo ao PMDB. Dele gostava ‘daquela’ sua coerência petista à época como crítico do então governador André Puccinelli (MDB). Mas o que seu eleitor de raiz petista pensa? 

    PROJETO Se confirmada a candidatura de Paulo Duarte como vice governador de André, fica livre e aberta a rica e populosa Dourados e região com mais de 30 cidades. Posto isso, os demais candidatos ao governo vão procurar pinçar exatamente lá nomes para candidatos a vice de suas respectivas chapas. Sobre a importância dos postulantes à vice já escrevemos muito, mas lembro: só o fato de não atrapalharem já ajudam muito. 

    ÉLIO GASPARI: “Exatamente no dia 24 de janeiro de 1979, no colégio Salesiano da cidade paulista de Lins, um congresso de metalúrgicos aprovou uma tese “chamando todos os trabalhadores brasileiros a se unirem na construção de seu partido, o Partido dos Trabalhadores...Lula, a estrela desse renascimento do sindicalismo, explicou a essência da iniciativa: “Pouca gente está mais preparada que a classe trabalhadora para assumir uma responsabilidade política deste nível. Não podemos ficar esperando a democracia das elites. Os trabalhadores não devem confundir o Partido dos trabalhadores com o PTB, MDB ou Arena...” (Folha de São Paulo) 

    ‘A VIAGEM’ 1.500 quilômetros a distância entre Campo Grande Porto Alegre. A noção da distância depende das circunstâncias ou motivações dos viajantes. No caso dos petistas que percorreram esse trecho, imagina-se que a volta não tenha sido em nada agradável. É como aquele torcedor que após ver seu time perder o jogo de goleada, é obrigado a curtir aquele retorno sofrido. Castigo em dobro. 

    REPRODUÇÃO: “Outro petista histórico, César Benjamim, conta que o então companheiro-presidente, quando assumiu o governo, encontrou montada uma forma espúria de organização do poder político e, em vez de lutar contra, como era a sua obrigação moral, adaptou-se a ela. Fez mais, digo eu: serviu-se dela, ampliou-a, adequou-a aos seus interesses pessoais, aos interesses familiares e do seu grupo político, com o objetivo de perpetuação no poder. Deu no que deu.” ( jornalista Célio Heitor Guimarães) 

    VEXAME São 24 senadores investigados na Lava Jato. Em 2017 foram protocolados 5 pedidos de impeachment do ministro Gilmar Mendes (STF) e nenhum colocado em votação. Bastaria 54 votos para afastar Gilmar por conduta incompatível ao cargo. Mas como em 2018 teremos eleições para 2/3 do Senado, muitos tem medo de ficar sem o foro privilegiado e cair nas garras do Judiciário. É o país! 

    LUCAS DE LIMA O radialista vereador (SD) da capital encurralado após decisão judicial que manda a Casa cortar os seus salários e outros proventos, além de cobrar da presidência providências para a retirada de seu mandato. É aquela história: faltou cuidado e profissionalismo ao vereador no início do episódio. Esse pessoal é amador demais! 
    Polícia é polícia, bandido é bandido...e político é o que? (Zé Beto - jornalista) 


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