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    13/06/2016

    LÍNGUA PORTUGUESA| Professor Fernando Marques


    Continuação do Capítulo REDIGIR

    Barbarismo sintagmático
    O barbarismo sintagmático ocorre com a construção errada da frase (formado por sintagmas ou combinação de palavras), como por exemplos:
    a grosso modo” em vez de “grosso modo”;
    “a nível de” em vez de “em nível de”;
    beneficientes, quando deveria usar a palavra “beneficentes”;
    “dar uma mão de pintura” em vez de “dar uma demão de pintura”;
    maiores informações”, em vez de “mais informações”.
    melhor educados”, no lugar de “mais bem educados”;
    no que pertine”, em vez de “pertinente”.

    Barbarismo ortoépico
    O barbarismo ortoépico ocorre pela emissão incorreta de fonemas ou pelo inadequado timbre das vogais (cacoépia). Exemplos:
    bizorro” em vez de besouro;
    butijão” em vez de botijão;
    cuié” em vez de culher;
    déstro” em vez de destro;
    famia” ou “familha” em vez de família;
    largata” em vez de lagarta;
    largatixa” em vez de lagartixa;
    marinbondo” em vez de maribondo;
    “mendingo” em vez de mendigo;
    ” em vez de mel;
    muié” em vez de mulher;
    robô” em vez de roubou”;
    tataravô” em vez de trisavô;
    véia” em vez de velha;
    véio” em vez de velho;
    vistido” em vez de vestido.

    Cacofonia ou cacófato
    Cacofonia ou cacófato consiste no som desagradável ou discordante que é causado pela união de duas ou mais palavras no enunciado da frase, resultando outra palavra de sentido ridículo ou obsceno, nas expressões, textos e letras de músicas. Exemplos:
    A vez passada foi mais agradável;
    Akito Nokawa;
    Dei um beijo na boca dela;
    É professora que se disputa;
    Ela tinha pouca fé;
    Ele é o químico meu;
    Ele foi acudir todos;
    Essa vereadora não dá nada;
    Eu em Caçapava com a minha namorada;
    Fujiro Nakombi;
    Já que tão falando...;
    Juca tinha jaqueta;
    Kymama Nawaka;
    Lúcia teve porco, nunca gado;
    Me instruam neste trabalho.
    Myjaro Nomuro;
    muié” em vez de mulher;
    Nunca Brito vem aqui;
    O religioso tem fé de santo;
    Puseram a culpa nela;
    Shishido Burako;
    Takogato Nosako;
    Vi ela na praça. (Corretamente é: Eu a vi na praça);
    Você tá boa?
    Vou-me já para casa;
     
    Estrangeirismo
    O Estrangeirismo ocorre quando o falante emprega palavras pertencentes a outros idiomas em lugar de termos equivalentes já existentes na língua portuguesa. Essa forma de barbarismo pode prejudicar a mensagem e até mesmo a imagem de quem comete essa erronia. Exemplos:
    Acertaremos tudo durante o nosso próximo Meeting (encontro);
    Irei à sua casa neste weekend (fim de semana);
    Sei que todas as mulheres que estão aqui fazem Make up (maquiagem).

    Hiato
         Hiato tem origem no termo Latim “hiatus”, cujo significado é “abertura, fenda, lacuna”, abrangendo diferentes conceitos e aplicações. De acordo com a linguística, hiato é o encontro de dois sons vocálicos (aproximação de vogais idênticas), cujas vogais são separadas na divisão de sílabas.
    As dissonâncias causadas por sequências de vogais idênticas ou semelhantes são consideradas hiato. Portanto, hiato é a sequência acumulada de vogais produzindo som desagradável. Exemplos:
    Ana a ama muito mais.
    Já há alguns anos...
    Ou eu ou ele estaremos lá.
    Sou eu ou ainda é o outro?
    Traga a água aqui.
    "Vai o aio à aula." (Carlos Pereira)

    São necessários dois esforços de voz para pronunciar as palavras que formam o hiato, enquanto no ditongo ocorre um único esforço de voz e as vogais permanecem na mesma sílaba.

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