Continuação do
Capítulo REDIGIR
Barbarismo sintagmático
O
barbarismo sintagmático ocorre com a construção errada da frase (formado por
sintagmas ou combinação de palavras), como por exemplos:
“a grosso modo” em vez de “grosso modo”;
“a nível de” em vez
de “em nível de”;
“beneficientes, quando deveria usar a palavra “beneficentes”;
“dar uma mão de pintura” em vez de “dar uma demão de pintura”;
“maiores informações”, em vez de “mais informações”.
“melhor educados”, no lugar de “mais
bem educados”;
“no que pertine”, em vez de “pertinente”.
Barbarismo ortoépico
O
barbarismo ortoépico ocorre pela emissão incorreta de fonemas ou pelo
inadequado timbre das vogais (cacoépia). Exemplos:
“bizorro” em vez de besouro;
“butijão” em vez de botijão;
“cuié” em vez de culher;
“déstro” em vez de destro;
“famia” ou “familha” em vez de família;
“largata” em vez de lagarta;
“largatixa” em vez de lagartixa;
“marinbondo” em vez de maribondo;
“mendingo” em vez de
mendigo;
“mé” em vez de mel;
“muié” em vez de mulher;
“robô” em vez de roubou”;
“tataravô” em vez de trisavô;
“véia” em vez de velha;
“véio” em vez de velho;
“vistido” em vez de vestido.
Cacofonia ou cacófato
Cacofonia
ou cacófato consiste no som desagradável ou discordante que é causado pela
união de duas ou mais palavras no enunciado da frase, resultando outra palavra
de sentido ridículo ou obsceno, nas expressões, textos e letras de músicas.
Exemplos:
A vez passada foi
mais agradável;
Akito Nokawa;
Dei um beijo na boca
dela;
É professora que se
disputa;
Ela tinha pouca fé;
Ele é o químico meu;
Ele foi acudir todos;
Essa vereadora não dá
nada;
Eu em Caçapava com a
minha namorada;
Fujiro Nakombi;
Já que tão
falando...;
Juca tinha jaqueta;
Kymama Nawaka;
Lúcia teve porco,
nunca gado;
Me instruam
neste trabalho.
Myjaro Nomuro;
“muié” em vez de mulher;
Nunca Brito vem
aqui;
O religioso tem fé de santo;
Puseram a culpa nela;
Shishido Burako;
Takogato Nosako;
Vi ela na
praça. (Corretamente é: Eu a vi na praça);
Você tá
boa?
Vou-me já para casa;
Estrangeirismo
O
Estrangeirismo ocorre quando o falante emprega palavras pertencentes a outros
idiomas em lugar de termos equivalentes já existentes na língua portuguesa.
Essa forma de barbarismo pode prejudicar a mensagem e até mesmo a imagem de
quem comete essa erronia. Exemplos:
Acertaremos tudo
durante o nosso próximo Meeting
(encontro);
Irei à sua casa neste
weekend (fim de semana);
Sei que todas as
mulheres que estão aqui fazem Make up
(maquiagem).
Hiato
Hiato tem origem no termo Latim “hiatus”,
cujo significado é “abertura, fenda, lacuna”, abrangendo diferentes conceitos e
aplicações. De acordo com a linguística, hiato é o encontro de dois sons
vocálicos (aproximação de vogais idênticas), cujas vogais são separadas na
divisão de sílabas.
As dissonâncias
causadas por sequências de vogais idênticas ou semelhantes são consideradas
hiato. Portanto, hiato é a sequência acumulada de vogais produzindo som
desagradável. Exemplos:
Ana a ama muito mais.
Já há alguns anos...
Ou eu ou ele
estaremos lá.
Sou eu ou ainda é o
outro?
Traga a água aqui.
"Vai o aio à
aula." (Carlos Pereira)
São necessários dois
esforços de voz para pronunciar as palavras que formam o hiato, enquanto no
ditongo ocorre um único esforço de voz e as vogais permanecem na mesma sílaba.
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