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    08/06/2016

    Deputado classifica sumiço de vacinas como desastre e cobra explicações

    deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) - Divulgação/ALMS

    Inconformado com o sumiço de milhares de vacinas da gripe H1N1, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) subiu, nesta quarta-feira (8), à tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar explicações plausíveis sobre o desaparecimento das doses de imunização.

    Ele classificou como um “desastre moral” o fato de pessoas do grupo de risco ficarem sem a vacinação, enquanto a administração municipal teria privilegiado integrantes do primeiro escalão e vereadores da base aliada.

    “Vacinas deixaram de ser aplicadas em crianças, idosos e em doentes crônicos. Isso é um desastre moral, uma pena que ainda não criaram vacina para evitar a insensatez humana”, comentou o deputado.

    Para Marquinhos, a “administração deveria ao menos cuidar para não desaparecer vacinas que salvam vidas”. “E o secretário afirma que a culpa é do Instituto Butantan, uma das instituições científicas mais renomadas do país”, completou.

    No último dia da campanha nacional, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) alegou que um dos problemas da falta de vacinas foi o rendimento das doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Cada frasco deveria ter 10 doses. Mas, segundo o Poder Público, alguns vieram com oito ou nove, no máximo.

    Em nota, o Ministério da Saúde disse que a coordenação do programa nacional de imunizações informou que o volume médio da vacina influenza trivalente foi superior a 10 doses por frasco.

    “Esse tipo de resposta da administração municipal é uma verdadeira ironia, como fizeram para justificar a buraqueira na cidade, primeiro, acusando pessoas de acordar de madrugada para cavar buracos, depois, mandando os motoristas a aprender direção defensiva para desviar da buraqueira”, comparou o deputado.

    Ainda para destacar a gravidade do sumiço das vacinas, Marquinhos lembrou de procedimentos de investigação abertos em três esferas. “O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar o caso, juristas pediram à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para tomar providências e, após denúncia de um jornalista, a Polícia Civil vai investigar o desaparecimento”, citou.

    “Não posso me calar diante de algo que está causando pânico à população”, completou o deputado. Até terça-feira (8), 32 mortes por H1N1 foram contabilizadas em Mato Grosso do Sul, quarto Estado do país com mais casos da doença.



    Fonte: ASSECOM