“Quanto mais velha eu fico, mais me interesso pelas mulheres. Ainda não conheci uma mulher que não é forte. Elas não existem”. Diane Von Furstenberg, economista e estilista belga, considerada um dos mais importantes nomes da moda no mundo.
Desde que o mundo existe a (mulher) mãe, que tem um papel fundamental na construção da humanidade, seja direta ou indiretamente está sempre presente em conquistas e tragédias, fortes e destemidas fazem parte da história do desenvolvimento do mundo.
No decorrer do desenvolvimento da região fronteiriça, muitos eventos contribuíram para a formação de vilas e colônias e as regiões sul-mato-grossenses, estas serviam de ponto de parada para comitivas de tropeiros e viajantes que chegavam para fixar morada, juntamente com sua família a se aventurar nas novas terras.
Muitas mulheres mães com suas mãos ajudaram e lutaram para construir o que hoje chamamos de cidade natal, nossa morada, enfrentando os perigos e desafios impostos pela natureza e pela vida e com muito sacrifício dificuldades enfrentaram seus medos para construir um futuro melhor a seus filhos e filhas, graças essa guerreiras que hoje a “Princesinha dos Ervais” existe e acolhe todos seus filhos vindos dos quatro cantos do Brasil e do mundo, que ao longo do tempo continuam repetindo os ensinamentos de suas mães construindo um amanhã melhor para os filhos dessa terra.
Muitas famílias passaram por essa fronteira, muitas delas se fixaram a exemplo da família Souza, Teixeira, Marques, Oliveira, Prado, Costa, Rodrigues, Ribeiro, Vargas, Silva e Bueno, entre tantas outras que contribuíram para formar nossa cidade, um destes migrantes o patriarca Roberto da Silva Bueno juntamente com sua esposa Maria Rodrigues e filhos, um deles o senhor Gumercindo Bueno, outra família era composta por Zeferino Vargas e sua esposa Bernadina Ribeiro, que viajavam com seus filhos e filhas uma delas Ramona Ribeiro Vargas, ambas as famílias oriundas do sul do país eram integrantes destas comitivas e tropeiros que chegavam e partiam da região, tais famílias tinham como parada final a região de Rincão de Julho próximo a Sanga Puitã (que significa córrego vermelho) e Rio Verde do Sul que se localiza próximo a Taji (tagy), e a antiga Colônia Dutra, hoje Município de Aral Moreira.
“Nem todos os integrantes das comitivas que vinham do Rio Grande do Sul, via Argentina e Paraguai, se dirigiam, logo de chegada, para os campos mato-grossenses, visando à fundação de fazendas. Muitos, pelos mais variados motivos, preferiam acampar no vilarejo de (Punta Porã) Ponta Porã”. Elpídio Reis.
Como falar de uma só mãe, pois tantas nasceram ou escolheram a fronteira para viver construindo e formando novas famílias, criando seus filhos, mãe o equilíbrio da família a fonte da razão, mesmo com medo ou dor não desiste dos desafios, o braço acolhedor o sorriso que revitaliza a vida, mãe que marca uma geração, com amor cuida, cria, educa e trabalha se precisar lutará para defender seu espaço, mas nunca deixará de ser mãe.
Faço minha homenagem às mães através de algumas imagens de vários períodos da história, elas que em seu tempo deixaram sua marca, mulheres que se tornaram mães formaram suas famílias, sua vida profissional contribuindo para o crescimento e desenvolvimento de Ponta Porã a “Princesinha dos Ervais”.
| Arquivo pessoal Vergínia R. Cuevas Pereria: Formatua do curso técnico contábil da Escola Estadual Joaquim Murtinho. 1973. |
| Arquivo pessoal de Vergínia Cuevas Pereira: Desfile cívico anos 1971, alunas da Escola Estadual Joaquim Murtinho, da esquerda para direita Vergínia Cuevas Pereira, |
| Arquivo pessoal Vergínia R. Cuevas Pereria: Formatura do curso técnico contábil da Escola Estadual Joaquim Murtinho. 1973. |
| Arquivo pessoal Ricardo Puléo: Srª Percília Arguelho Puléo. |
| Arquivo pessoal de Vergínia Cuevas Pereira: imagem da década de 70 |
| Arquivo pessoal de Vergínia Cuevas Pereira: Alunas do Colégio Paroquial São José, meados da década de 60 séc. XX. Turma do 4º ano primário juntamente com a professora freira, irmã Margarida Maria. |
| Arquivo pessoal de Akira Sano: seus pais Senhor Takeshi Sano e sua mãe senhora Tatsuko Sano em frente a seu comercio “São Sano” que se localizava na Av. Brasil, década de 60. |
| Arquivo pessoal Ricardo Puléo: Carmelo Puléo e família juntamente com o pároco da época em sua residencia. |
| Ponta Porã Linha do tempo: Foto Arquivo da Família Rodrigues (Francisco Rodrigues in memoriam). Acervo de Carlos Morel. Linda jovem deste período histórico. |
| Arquivo Vilma Nunes. Fronteira que sempre revelou talentos. Beth e Betinha as princesinhas da fronteira tocavam em concursos de rádio. Década de 60. |
Não consigo e nem quero imaginar um mundo sem tais criaturas divinas, mães, mulheres que embelezam o planeta, que tem varias raças e etnias, como um jardim florido com uma diversidade de flores, cores e aromas. Parabéns pelo dia das mães, que na minha humilde opinião é todos os dias, o que seria dos filhos e filhas sem suas mães? Felicidades a todas essas guerreiras espalhadas pelo Brasil e no mundo.
Em especial homenageio minha mãe guerreira Vergínia Cuevas Pereira que me educou me ensinou a crescer, lutar e trabalhar pelos meus objetivos.
“Ser mãe não é uma profissão; não é nem mesmo um dever: é apenas um direito entre tantos outros”. Oriana Fallaci
