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    21/12/2015

    DE LEVE: Brasil - uma oposição "bunda mole"


    Depois que o PT virou governo, o país não é mais o mesmo politicamente. Quem se aliou aos petistas acabou levando também os dividendos, como é o caso do PMDB, PDT, PTB e outros partidos.

    Interessados muito mais nas vantagens pessoais - através de cargos e liberação de verbas especiais - os dirigentes partidários cuidaram sim da própria sobrevivência política irrigando seus canteiros eleitorais. Quanto aos reais problemas da nação brasileira – como as sonhadas reformas estruturais - elas não aconteceram. 

    Na outra ponta ficaram os político do PSDB e de algumas agremiações aliadas, sem preparo para exercer uma contínua e marcante oposição. O que se viu ao longo destes anos foram desencontros entre esses dirigentes, quer pela incoerência de postura ou ainda pela apatia parlamentar.

    Pela sua forma de atuar, a oposição não conseguiu influenciar como se esperava junto a opinião pública, para fomentar a saída da população às ruas e assim reivindicar mudanças e protestar contra os atos do Planalto. Mais ou menos assim: se os petistas e Cia se mostravam incompetentes no governo, aos oposicionistas faltavam ‘know how” para o exercício efetivo da oposição. 

    É como eu sempre digo: precisamos aprender com nossos vizinhos argentinos em matéria de postura política. Lá eles enfrentam policiais, cachorros e não se intimidam com as ameaças de quem está no poder. Dizem que seria herança genética da raça espanhola. É possível. 

    Mas o que se vê atualmente no Brasil, é um governo muito ruim - ainda surfando em cima de uma oposição medíocre, sem propostas e lideranças que realmente mereçam a credibilidade do eleitor. Apesar dos números pífios da nossa economia, do cenário horroroso para o próximo ano com a volta da CPMF, a oposição – pelos seus erros e postura – ainda não empurrou o brasileiro às ruas. Isso é muito ruim. Desalentador. 

    Pergunto: Aécio Neves convence quem? Michel Temer faz o jogo pessoal e de parte do PMDB, que é sócio minoritário do Planalto. Quem seriam as outras lideranças que poderiam merecer nossa confiança irrestrita?

    E como estamos às vésperas do Natal, talvez exista uma saída:

    Pedir um pouco da coragem do juiz Sergio Moro ao paciente povo brasileiro. 

    De leve...