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    06/10/2015

    Professores estaduais comemoram 20,11% de reajuste

    Segundo Fetems, MS é o único a garantir a correção do Piso Nacional 

    A conquista da política salarial para os professores é resultado da greve de oito dias iniciada no dia 27 de maio. (Foto: Arquivo)

    Após uma grande luta da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), inclusive com a realização de uma semana de greve, os professores da Rede Pública Estadual de Mato Grosso do Sul irão receber este ano um reajuste na ordem de 20,11%, índice acumulado em relação ao salário de 2014. 

    Esse montante é resultado dos 13,01% do reajuste do Piso Nacional e o índice de 6,28% que será pago no mês de outubro referente à porcentagem para integralizar o Piso por 20 horas. 

    Segundo o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli, essa é uma conquista histórica da entidade na valorização dos professores da Rede Estadual, diante do cenário nacional. "Essa conquista é fruto da luta da Federação e da categoria que soube se manter firme diante da possibilidade de não ter seu direito ao Piso por 20 horas garantido pelo governo. Fomos o único estado do país a conseguir reajuste de 13,01% da correção do Piso Nacional. O Paraná, mesmo com a greve que durou 40 dias, os professores conseguiram 3,45% de reajuste. Pernambuco conseguiu 7%", pontuou. 

    Dessa forma os professores passarão a receber a partir do mês que vem 73,78% do valor do Piso nacional por 20 horas. O salário base para o nível superior será de R$ 4.245,39. Assim os trabalhadores em educação se aproximam da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE). 

    O objetivo desse item do PNE é valorizar os(as) profissionais do magistério das redes públicas da Educação Básica, a fim de equiparar o rendimento médio dos(as) demais profissionais com escolaridade equivalente. 

    Resultado da luta 

    A conquista da política salarial para os professores é resultado da greve de oito dias iniciada no dia 27 de maio. Na ocasião a categoria protestou contra reajuste zero aos administrativos em educação, descumprimento da lei para o pagamento da 1/3 de hora-atividade e descumprimento da Lei 4.464 que garantia a integralização do piso nacional para carga horária de 20 horas. 

    Como resultado da paralisação o governo abriu um canal de diálogo para estudos sobre a implantação de uma política salarial para os administrativos em educação, o pagamento da diferença de 1/3 de hora-atividade, referente a 2013, previsto no artigo 23 § 3° da Lei Complementar 087/2000, a partir de janeiro de 2016 e a publicação da Lei complementar nº200 que garantiu o Piso Salarial por 20horas. 

    Outra vitória foi a prorrogação do Concurso do Magistério, a Federação também conseguiu que o Concurso dos Administrativos fosse prorrogado. A Chamada do Concurso dos professores – 500 em julho de 2015 e 500 em 2016 e a garantia de que os administrativos da educação possam disputar eleição para diretores de escolas na Rede Estadual. Eliminando a cláusula do projeto da SED/MS que previa alterar a conquista histórica da eleição direta e democrática para diretores.




    Fonte: DD (Com informações da Fetems)