Sob promessa de companhia energética de infraestrutura básica, 89 famílias ribeirinhas foram remanejadas ao assentamento Santa Paula, onde há 17 anos sofrem com escassez de água.
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| deputado estadual João Grandão - Foto: Wagner Guimarães/ALMS |
Desde que foram remanejadas em 1998 das margens dos rios Pardo e Paraná, com a promessa da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), interessada na Usina de Porto Primavera, de que receberiam não só uma indenização como o acesso à infraestrutura básica para sobrevivência, as 89 famílias ribeirinhas, realocadas no assentamento Santa Paula, em Bataguassu, sofrem com a escassez do bem mais valiosos da terra: a água.
Procurado pela recém-criada Associação Provisória de Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Santa Paula (APPRASP), o deputado estadual João Grandão (PT/MS) fez uso da palavra para solicitar à Fundação Nacional de Saúde em Mato Grosso do Sul (Funasa/MS) a recuperação e ampliação do sistema de distribuição de água no assentamento. A indicação foi encaminhada com cópia ao superintendente da fundação, Aristides José Ortiz.
“Durante o processo de transição, toda a negociação foi feita somente entre o município e a Cesp, ou seja, faltou alguém que representasse os interesses dos ribeirinhos, que ficaram em desvantagem. Lá se vão 17 anos e até hoje há uma carência de políticas públicas que contemplem os pequenos produtores rurais do assentamento Santa Paula. Além disso, por falta de conhecimento e estímulo, os próprios moradores deixaram de fazer as reivindicações necessárias de seus direitos, que hoje o governo disponibiliza”, disse o deputado.
O documento encaminhado por João Grandão à Funasa/MS, baseado em demanda da APPRASP, solicita que seja feita a instalação de uma nova rede hidráulica e a substituição de três bombas monofásicas por trifásicas afim de que sejam atendidos todos os moradores do assentamento, que já estão há mais de 10 dias sem água.
“De acordo com a informação dos próprios assentados, a falta de água chega a durar semanas, uma vez que a maioria dos pequenos produtores não dispõe de recursos financeiros para tais fins e isso interfere diretamente tanto no desenvolvimento da agricultura quanto na pecuária. Muitos acabam migrando do campo para as periferias da cidade, sem nenhuma expectativa de vida. Isso precisa ser resolvido e vamos cobrar providências urgentes”, finalizou o deputado.
Fonte: ASSECOM
Por: Daniel Machado Reis
