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    20/10/2015

    João Grandão solicita à Funasa solução para assentamento em Bataguassu

    Sob promessa de companhia energética de infraestrutura básica, 89 famílias ribeirinhas foram remanejadas ao assentamento Santa Paula, onde há 17 anos sofrem com escassez de água.

    deputado estadual João Grandão - Foto: Wagner Guimarães/ALMS

    Desde que foram remanejadas em 1998 das margens dos rios Pardo e Paraná, com a promessa da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), interessada na Usina de Porto Primavera, de que receberiam não só uma indenização como o acesso à infraestrutura básica para sobrevivência, as 89 famílias ribeirinhas, realocadas no assentamento Santa Paula, em Bataguassu, sofrem com a escassez do bem mais valiosos da terra: a água.

    Procurado pela recém-criada Associação Provisória de Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Santa Paula (APPRASP), o deputado estadual João Grandão (PT/MS) fez uso da palavra para solicitar à Fundação Nacional de Saúde em Mato Grosso do Sul (Funasa/MS) a recuperação e ampliação do sistema de distribuição de água no assentamento. A indicação foi encaminhada com cópia ao superintendente da fundação, Aristides José Ortiz.

    “Durante o processo de transição, toda a negociação foi feita somente entre o município e a Cesp, ou seja, faltou alguém que representasse os interesses dos ribeirinhos, que ficaram em desvantagem. Lá se vão 17 anos e até hoje há uma carência de políticas públicas que contemplem os pequenos produtores rurais do assentamento Santa Paula. Além disso, por falta de conhecimento e estímulo, os próprios moradores deixaram de fazer as reivindicações necessárias de seus direitos, que hoje o governo disponibiliza”, disse o deputado.

    O documento encaminhado por João Grandão à Funasa/MS, baseado em demanda da APPRASP, solicita que seja feita a instalação de uma nova rede hidráulica e a substituição de três bombas monofásicas por trifásicas afim de que sejam atendidos todos os moradores do assentamento, que já estão há mais de 10 dias sem água. 

    “De acordo com a informação dos próprios assentados, a falta de água chega a durar semanas, uma vez que a maioria dos pequenos produtores não dispõe de recursos financeiros para tais fins e isso interfere diretamente tanto no desenvolvimento da agricultura quanto na pecuária. Muitos acabam migrando do campo para as periferias da cidade, sem nenhuma expectativa de vida. Isso precisa ser resolvido e vamos cobrar providências urgentes”, finalizou o deputado. 



    Fonte: ASSECOM
    Por: Daniel Machado Reis