Construída em 1965, Escola Estadual Braz Sinigáglia só passou por reforma em 1996 e uma pintura em 2000. Estado do prédio é tão precário que deputado solicita que seja avaliada a possibilidade da construção de novas instalações.
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| No plenário, deputado solicita reforma e até construção da escola estadual (Foto: Victor Chileno/ALMS) |
O deputado estadual João Grandão (PT/MS) apresentou na sessão plenária desta quinta-feira (1), uma indicação à Mesa Diretora solicitando a reforma geral do prédio da Escola Estadual Braz Sinigáglia, no município de Batayporã, a 313 quilômetros da capital Campo Grande.
A indicação foi entregue com cópias ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB/MS), à secretária de educação, Maria Cecília Amêndola da Motta e ao senador Delcídio do Amaral (PT/MS) e solicita também a conclusão da quadra poliesportiva e a construção de uma biblioteca.
Grandão visitou as instalações da escola, ouviu as demandas e reclamações dos professores e alunos e, segundo ele, se deparou com uma situação tão precária que talvez a reforma se torne inviável, tornando-se mais exequível a construção de um novo prédio.
“Essa escola foi construída em 1965 e, de lá pra cá, só houve uma reforma em 1996. Não houve nenhum tipo de reparo, apenas uma pintura há 15 anos. No período de sol, o calor é insuportável, pois não há ar condicionado e a rede elétrica inviabiliza a instalação desses equipamentos. Nem mesmo ventiladores, que queimam constantemente por conta da fiação antiga. No período de chuvas, as salas e demais dependências tem goteiras e é preciso apagar as luzes para não expor os alunos a um curto-circuito”, lamentou o deputado, que solicita da secretária Maria Cecília Amêndola da Motta o cadastro no Sistema de Convênios do Governo Federal (SICONV) para que o senador Delcídio do Amaral possa auxiliar na liberação de recursos da parte do Ministério da Educação para esta e outras escolas que necessitarem de reforma.
O que falta em estrutura, de acordo com a coordenadora pedagógica, Gláucia Patrícia, é compensado em material humano. Segundo ela, apesar da precariedade das instalações, a Braz Sinigáglia alcançou níveis superiores à média do Estado no Sistema de Avaliação da Educação da Rede Pública de Mato Grosso do Sul (SAEMS) de 2013 em todas as turmas do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio. “Não temos sala de tecnologia, laboratórios e biblioteca, ou seja, uma estrutura adequada para um bom aprendizado dos alunos. Mas aqui a gente trabalha com amor, apesar de tudo. Estou aqui há 10 anos e tenho duas filhas matriculadas nesta escola”, disse.
O aluno Ueverton William confirma a opinião da professora. “O prédio está realmente ‘detonado’, acabado mesmo. Eu só estudo aqui porque os professores são bons. Tá muito feia a minha escola, tem que reconstruir tudo! Se faz 30 graus aqui fora, é 50 graus lá dentro da sala. Se chove aqui, vira uma cachoeira na sala. A professora quis dar um trabalho de ciências pra gente e teve que fazer aqui fora, sem um espaço ideal. Se a gente vai jogar futebol, sai com o pé todo ‘estrupiado’”, lamenta.
A biblioteca, que deveria ter sido entregue há sete anos, virou até motivo de piada. “Era pra gente ter ganho uma biblioteca em 2008, que deveria estar aqui neste espaço. Mas as pessoas fazem piada e dizem que só quem vê a biblioteca são os inteligentes. Então eu sou burro pra caramba, pois não consigo ver ela!”, brincou.
Para o deputado, mais do que um ambiente físico ou um depósito de livros, a biblioteca é um espaço de conhecimento e pesquisa, fundamental para o incentivo do hábito de leitura nas crianças e adolescentes.
Fonte: ASSECOM
Por: Daniel Machado

