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    16/09/2015

    Língua Portuguesa - Professor Fernando Marques



    ORDENOU PARA - o verbo ordenar é transitivo direto e, por não admitir a preposição, não se ordena para; ordena-se que; ordena-se a. Exemplos: 

    Ordenou a retirada das tropas. 

    Ordenou o sacerdote. 

    Ordenou o arquivamento do processo. 

    Ordenou a papelada. 

    Ordenou a saída dos invasores. 

    Mostrando-se indignado, o povo ordenou que o político corrupto deixasse o recinto. 

    OUTRA ALTERNATIVA - Alter significa outra. Alternativa é uma palavra substantiva que dá a conotação de opção entre duas ou mais coisas, ideias, pessoas. 

    Erra quem diz: “outra alternativa”; “várias alternativas.” 

    Forma errada: "Não havendo outra alternativa." 

    Outra alternativa é expressão tão redundante quanto subir para cima; descer para baixo; planos para o futuro; 24 horas por dia; caminhar com as pernas; adiar para depois; amanheceu o dia; manter o mesmo. 

    Forma correta: "Não havendo alternativa..." 

    "Não havendo outra opção...". 

    Pode-se substituir a palavra alternativa, conforme o caso, por possibilidade, saída, recurso, procedimento, expediente, meio, processo, escolha, preferência etc. Todavia, há quem considere corretas as expressões: várias alternativas / outra alternativa / conviver juntos / sobressair-se / sofrer aumento / sofrer melhora. Afirmam os hasteiam a bandeira vermelha da pátria “inducadora" que que, pela consagração, o original significado do correto vocábulo foi suprimido da consciência dos falantes, motivo pelo qual as palavras apresentam o significado da atualidade e não o de outrora. 

    DILEMA - Duas opções: ou assobia ou chupa cana; comer ou jejuar; comandar ou ser comandado; ser ou não ser. 

    PANORAMA / PANORAMA GERAL - Panorama do latim com a acepção de visão total, vista geral, paisagem. O vocábulo panorama não deve ser empregado no sentido de situação, estado ou quadro estatístico. 

    Panorama geral é forma redundante. 

    PARA EU FAZER / PARA MIM FAZER - Considerando o fato de que "eu" seja o sujeito da oração, a forma correta é para eu fazer. Da mesma forma: para eu analisar; para eu beber; para eu comer; para eu dizer; para eu ouvir; para eu ler; para eu trazer; para eu usar etc. 

    Para mim fazer é forma errada. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. 

    Observação: 

    Entre "eu" e você. Depois de preposição, emprega-se mim ou ti. Exemplos: 

    Entre mim e você. 

    Entre eles e ti. 

    PARASITA / PARASITO - Embora tenha equivalência na denotação, tais expressões são distintas na especificação. 

    Para se referir a inseto ou planta que se alimenta de outro ser vivo, a palavra correta é parasita. 

    Parasito é a pessoa do sexo masculino que vive à custa alheia; explorador; aquele que não trabalha, que se aproveita de outrem. 

    Ele sempre foi parasito, pois era sustentado pelos fiéis da igreja que fundou, pelos eleitores do sindicato e do partido, aposentando-se rico e sem qualquer merecimento. 

    PARQUET - Vocábulo que equivale a promotor de justiça; representante do Ministério Público. Todavia, também se diz: “eminente promotor de justiça, representante do parquet, ou seja, representante do Ministério Público”. 

    Há quem afirme que o termo foi originado na França por se referir à sala cujo piso tinha o taco denominado parquet e que era reservada aos representantes do MP (Ministério Público). 

    PASMO / PASMADO - Pasmo significa assombro; espanto; desfalecimento; desmaio; admiração. Pasmo é particípio do verbo pasmar. 

    Pasmado ou pasmada é o adjetivo que qualifica a pessoa surpreendida; espantada; assobrada; inexpressiva; apalermada; sem vivacidade; admirada; abobada; desmaiada; desfalecida. 

    Erra quem diz: "Fiquei pasmo". Quem faz tal afirmação, profere: "Fiquei espanto"; "Fiquei assombro"; "Fiquei desmaio". 

    PATINAR / PATINHAR - Patinar é deslizar sobre patins. 

    Patinhar é moverem-se as rodas de veículo, girando sem deslocamento, por falta de aderência ao solo; debater-se sem sair do lugar; esforçar-se inutilmente. 

    PATRIMÔNIO INTELECTUAL - É o “patrimônio intelectual” de uma pessoa que lhe permite ampliar as suas possibilidades de comunicação e as suas perspectivas de compreensão em relação às variadas formas de expressão. Considerando-se que a denotação transmite a informação e que a conotação permite uma infinidade de interpretações, observa-se a necessidade de se raciocinar a respeito do valor da palavra a ser escrita ou pronunciada. 

    “Léxico” - do grego, lexon – significa, em sentido lato, vocabulário, isto é, o conjunto dos vocábulos que constam nos dicionários de uma língua. 

    Enquanto léxico compreende os termos, à regra de uso denominamos gramática. 

    Ao longo do tempo, procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais foram incorporados às formas de cortesia e de tratamento, bem como às estruturas dos ofícios e dos hábitos linguísticos das pessoas cultas. 

    Comunicar com a devida clareza, considerando princípios que levam às adequadas interpretações, como resultado de concisão e do correto nível de linguagem, implica respeito à pátria, à família e à sociedade. 

    Quer pela fala, quer pela escrita, deve-se considerar que comunicar com eficiência é a finalidade da língua. 

    O Serviço Público, desenvolvido por pessoas que são empregadas da coletividade, deve primar pela redação oficial. Toda pessoa que atua em nome do Serviço Público, seja ela Chefe de uma determinada seção ou eleita para cumprir determinado mandato, tem por obrigação demonstrar: 

    •  ausência de impressões individuais; 
    • padrão linguístico que corresponda aos bons exemplos; 
    •  caráter impessoal do próprio assunto tratado; 
    •  concisão, clareza, objetividade e ética. 

    Deve-se evitar o uso de jargões técnicos, gírias, regionalismo vocabular, linguagem rebuscada, neologismo e estrangeirismos inadequados, expressões ambíguas, expressões acadêmicas ou que são restritas a determinados grupos, figuras de linguagem próprias do uso literário, bem como os contorcionismos sintáticos e outras formas que possam dificultar o entendimento da mensagem. 

    Nas cartas para pessoas íntimas e nos documentos jurídicos, o padrão linguístico incorpora expressões diferentes: evidentemente, nas correspondências para os amigos ou parentes, deve-se usar expressões pessoais ou coloquiais. No âmbito jurídico, o vocabulário técnico de atender à finalidade. 

    A fim de que haja a pretendida compreensão por todos os cidadãos, o padrão culto também está vinculado à simplicidade, desde que dela não decorra pobreza vocabular. Está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas, dos vícios de linguagem, das idiossincrasias linguísticas e, por isso, é o modelo que dá orgulho à nação. 

    PEDICURA / PEDICURE / PEDICURO - Pedicura é a (mulher) profissional que se dedica ao tratamento ou embelezamento dos pés e das unhas da sua clientela. 

    Pedicure é o termo popular que designa a pessoa que se dedica aos cuidados dos pés, extirpando calos, desencravando, polindo e embelezando as unhas. 

    Pedicuro é o homem que, como a mulher (pedicura), atua no ao tratamento ou embelezamento dos pés da clientela.