| deputado estadual João Grandão (PT/MS) - Foto: Inácio Benites |
Respaldado pela bancada petista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual João Grandão (PT/MS) subiu à tribuna do plenário na sessão desta quinta-feira (27) para criticar a apatia do Governo Federal no que diz respeito às demarcações de terras indígenas no Estado.
Se não bastassem as recentes ocupações e conflitos no município de Antônio João, o deputado João Grandão, que também é presidente da Comissão de Assuntos Agrários, viu frustrada a audiência que teria ontem em Brasília com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com lideranças indígenas para tratar desses e outros assuntos.
A informação dos próprios índios é que eles ficaram impossibilitados de comparecer à reunião pois a Funai não providenciou as passagens à Brasília, conforme combinado previamente.
O deputado aproveitou a ocasião para encaminhar um requerimento à Mesa Diretora solicitando explicações ao presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa, sobre a não participação da comunidade indígena de Mato Grosso do Sul na audiência com o Ministro da Justiça na data de ontem.
“Foram feitas várias reuniões com as lideranças para discutir os nomes dos representantes que participariam da reunião, conversas com os coordenadores regionais da Funai nos municípios, algumas com a presença do próprio presidente da fundação e comigo também, por isso queremos saber o motivo da ausência dos índios”, disse João Grandão, que solicitou ainda uma nova audiência com o Ministro e com as lideranças indígenas afim de encontrar uma solução para os conflitos que afetam boa parte do Estado.
“A situação está insustentável! Quem me conhece sabe que defendo a demarcação das terras indígenas no nosso Estado, que possui a segunda maior comunidade de índios do Brasil, mas a ausência do Governo Federal nos deixa em uma posição de constrangimento. O índio precisa não apenas de terra e comida, precisa também de respeito, dignidade e carinho”, disse Grandão aos colegas parlamentares.
“Mais uma vez a audiência contou somente com a versão de um lado. Afinal de contas, por que não ouvir os dois lados?”, questionou.
Fonte: ASSECOM
Por: Daniel Machado