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| Autor: Dr José Luiz Mikimba |
O abraço no Morenão foi substituído por um abraço na rampa, porque para abraçar o Morenão seriam necessárias 1.100 pessoas. O Movimento previu que 300 torcedores seria o máximo de presentes. E foram trezentos de boa representatividade e formadores de opinião O objetivo foi alcançado. Chamar atenção para a penúria que passa o nosso futebol principalmente pelo fechamento do estádio Pedro Pedrossian e o nosso querido ex governador só não compareceu por não estar bem de saúde. Há 45 dias fui informado pelo pró reitor de administração que a UFMS tinha feito as obras mas que devido a crise financeira do país, o Ministério da Educação tinha cortado as verbas impossibilitando a instituição de providenciar os laudos requisitados pelo ministério publico.
A federação de futebol foi chamada e a ela foi feita a proposta de que a mesma providenciasse os laudos e alvarás e o que fosse gasto seria abatido nas taxas futuras de utilização do estádio. Há 17 dias, fomos ver o amistoso Comercial x Maracaju no estádio Jacques da Luz nas Moreninhas e vendo a dificuldade do time da casa em jogar naquele campo pequeno e gramado deficiente dificilmente faria boa campanha no campeonato nacional. Começamos acelerar o movimento porque até então nada tinha sido feito inclusive com o presidente do próprio Comercial manifestando que nada podia ser feito devido as exigências do Ministério Publico e ele era o que tinha o maior interesse da reabertura do estádio.
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| radialista Artur Mário e Dr. José Luiz Mikimba, comentarista |
A campanha começou a fazer com que os dirigentes reagissem e no início da semana iniciaram as vistorias e vamos esperar para esta semana a liberação. Conversando com o promotor Xaxá ele me disse que se o estádio for liberado dia 5 de setembro teremos em Campo Grande, São Paulo x Santos, inclusive o empresário já tem contrato assinado com os times. Antes já tinha afirmado que se estádio estivesse liberado traria 12 jogos do campeonato nacional para cá. Raciocinando: a vinda de jogos do campeonato nacional não é só problema do futebol. Envolve a economia do estado, já que as redes hoteleiras se beneficiam, a imprensa nacional que vem cobrir o jogo promove o estado enfim é o que o turismo precisa, portanto faltou coordenação de todos para reabrir o estádio. O maior prejudicado foi o Comercial, time de coração da família Zahran, que perdeu 2 pontos por jogar num gramado deficiente e menor em suas dimensões, mesmo com um bom time e um bom futebol apresentado no jogo contra o Aparecidense, vice campeio goiano.
A boa notícia é a de que a Federação começou a se mexer e isto é o que queremos! Nossas próximas ações serão o apoio ao workshop que acontece em agosto para qualificar treinadores e vamos sugerir ao Governo do Estado para que realize um grande fórum discutir e apresentar novas propostas para a retomada do futebol do estado. Tenho notícia de que já existe um grupo estudando a criação de uma ONG para captar recursos e incentivar cursos de formações de dirigentes e técnicos. Nāo podemos só criticar, temos que agir. Avante Mutirão Pró Futebol!
Dr José Luiz Mikimba, médico ortopedista, professor de educação física e cronista esportivo.

