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    10/07/2015

    Em família: empreiteiras sob suspeita compartilham escritório e maquinário

    Empresa do genro de João Amorim usa estrutura da Proteco


    Sede da Proteco e LD Construções, na saída para Três Lagoas (Fotos: Cleber Gellio)

    A LD Construções e a Proteco Construções, que são alvos das investigações da Operação Lama Asfáltica, deflagrada na quinta-feira (9), usam o mesmo prédio como escritório e também compartilham o pátio para guardar os equipamentos em Campo Grande. A primeira pertence a Luciano Dolzan, genro do dono da segunda, João Amorim, e ambos possuem contratos milionários com o Poder Público em Mato Grosso do Sul.

    O local onde funcionava a sede da LD, na Rua Paraguai, em Campo Grande, atualmente está abandonado. Vizinhos informaram nesta sexta-feira (10) que há mais de três meses não vêem movimentação na empresa. “Em um único dia eles retiraram todos os equipamentos e foram embora. A sede está abandonada desde então”, disse um dos moradores da região.

    Porém, a mudança de endereço na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul só foi feita no dia 23 de junho, menos de um mês atrás. A única distinção entre um endereço e outro, segundo o registro, é que a empresa ocuparia o ‘bloco B’ da sede, na Rua Joaquim Murtinho, região da chamada 'saída para Três Lagoas'.

    Pátio antigo da LD. Máquinas foram transferidas para sede da Proteco
    Estivemos na sede da empresa e verificou que não há diferenciação de equipamentos que pertencem a uma ou outra empresa, já que o pátio é único. No local, o clima é hostil após a deflagração da operação da Polícia Federal, Receita e Ministério Público Federal.

    Assim que avistaram a reportagem, funcionários que estavam no pátio entraram na sede da empresa, que não possui fachada. Funcionários da CG Solurb, formada também pela LD Construções, faziam a manutenção da grama ao lado da sede.
    Suspeitas

    O que chamou a atenção do Ministério Público Federal foi a empresa, que tinha capital de R$ 6,5 milhões, ter saltado para R$ 35 milhões em pouco menos de dois anos. Atualmente, a LD Construções tem capital de R$ 46,7 milhões, segundo dados da Receita Federal.

    De acordo com o portal da transparência do governo estadual, a LD manteve dois contratos ainda vigentes em 2015. Ambos são de manutenção de rodovias em Ponta Porã e Bela Vista, ao custo de R$ 15,4 milhões.

    Já a Proteco manteve 11 contratos em 2015, ao custo de R$ 61.234.580,31. Desses, quatro ainda estão vigentes segundo os dados do portal e somam R$ 25,9 milhões.

    Fonte de dentro da Seintrha (Secretaria Municipal Infraestrutura, Transporte e Habitação) garante que a Prefeitura Municipal de Campo Grande mantém 14 contratos vigentes com a Proteco. Ainda segundo informações extraoficiais, juntas as contratações, válidas por um ano, somam cerca de R$ 100 milhões.

    Empresas dividem o mesmo pátio
    Antiga sede da LD, abandonada há mais de três meses



    Fonte: Midiamax
    Por: Evelin Araujo
    Link Original: http://www.midiamax.com.br/transparencia/empreiteira-genro-joao-amorim-usa-mesmo-escritorio-patio-proteco-265759