As tecnologias de melhoramento genético são aplicadas em apenas 10% das propriedades rurais. É um dado alarmante. A afirmação foi feita pelo diretor secretário da Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária, Ruy Fachini, durante o 2º Fórum da Nova Pecuária de Mato Grosso do Sul, realizado nesta terça-feira (28), na Expogrande 2015.
Além da implementação de novas tecnologias no setor pecuário, Fachini ressaltou que o Estado precisa focar na recuperação das áreas que apresentam algum processo de degradação, que atualmente ultrapassam 9 milhões de hectares. "Hoje precisamos produzir mais em área cada vez menor", afirmou o diretor durante a mesa de debates sobre as demandas da pecuária de corte, realizada no Fórum.
Em debate realizado junto a outros representantes do segmento pecuário, Fachini falou do desempenho verificado em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. "Em quatorze anos, enquanto o rebanho bovino diminuiu 10%, a produção subiu 36%, comprovando a sustentabilidade do setor", ressaltou.
Participaram também da mesa de debate sobre as demandas da pecuária de corte, o presidente da Novilho Precoce, Carlos Furlan, o diretor de Relacionamento com o Pecuarista do JBS, Eduardo Pedroso e o chefe geral da Embrapa Gado de Corte, Cleber de Oliveira.
Durante o fórum, foi também realizada a mesa de debate sobre as demandas de pecuária de leite, com a participação do consultor da Famasul, Rodney Guadagnin, que apresentou as informações sobre o mercado lácteo de Mato Grosso do Sul.
![]() |
| O consultor técnico da Famasul, Rodney Guadagnin |
"Atualmente, Mato Grosso do Sul tem 24 mil produtores rurais do segmento leiteiro. Deste total, 15,1 mil criadores não conseguem produzir mais de 100 litros de leite diariamente, sendo que a atividade para ser viável precisa atingir produção mínima de 300 litros ao dia", ressaltou o consultor que também enfatizou que as mudanças deste cenário vêm da aquisição de conhecimentos e adoções de novas tecnologias.
Fonte: ASSECOM/FAMASUL

