Campo Grande (MS),

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    01/04/2015

    De que vale um projeto no papel?

    Maria Alice Schuch*
    Divulgação
    “Quem diz que o amor não existe é porque não o soube construir. A mulher madura não se deixa castrar, vê aquilo que quer e o faz”, diz a palestrante e pesquisadora Alice Schuch ao falar sobre a urgência de impulsionar mulheres líderes, cheias de intuição, vontade de vencer, de comandar, de poder, ganhar economicamente, socialmente e psicologicamente,... a não protelarem o início de suas corridas vencedoras.

    Alice explica que a mulher tem medo pela submissão em que viveu economicamente e socialmente ao longo da história. “A culpa de uma mulher não ter se realizado é sempre atribuída por ela a um homem. Primeiro pelo pai, que era muito rígido, e depois ao marido, terrivelmente ciumento. Não temos necessidade disso, somos livres”, observa.


    De acordo com a pesquisadora, o mundo está aberto em um intenso processo de globalização. Todavia, apesar dessa evolução e desse desenvolvimento, a mulher ainda não encontrou o seu lugar, pois existe ainda uma dicotomia entre pretensão verbalizada e ação concreta.

    Com certa desilusão, as mulheres – mesmo as líderes – deixam projetos de vida em papeis. “Algumas frases verbalizadas são exemplares dessa situação: este ano cancelei minha matrícula na universidade porque pretendo fazer uma cirurgia plástica nos seios em outubro, este ano não posso assumir compromissos porque meu filho contrairá matrimônio em dezembro”, ilustra Alice. São todos argumentos falsos na avaliação da pesquisadora, escondidos em limitações próprias quase impossíveis de serem percebidas, ainda, em nossa atualidade.



    Por: *Maria Alice Schuch, palestrante e autora do livro "Mulher: aonde vais? Convém?"