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    04/09/2014

    'Olardete': assessor de prefeito gera confusão no Facebook e é convocado pela Câmara

    Um dos posts do assessor, considerado ofensivo pela Câmara
    Reprodução Facebook

    O assessor do prefeito Gilmar Olarte (PP), Eliezer David, gerou mal-estar com comentários no Facebook considerados ofensivos contra as vereadoras Luiza Ribeiro (PPS) e Thais Helena (PT). Ele disse que ambas teriam invadido uma obra privada, além de usar outros termos considerados inadequados pelos vereadores para se referir às parlamentares.

    As postagens do assessor geraram mal-estar durante a sessão desta quinta-feira (4/09) e Eliezer deverá se retratar das declarações ou comparecer à Câmara para prestar esclarecimentos.

    O fato não é inédito, já que durante o ano passado, uma assessora do prefeito cassado Alcides Bernal (PP) também teve de ir à Casa de Leis pedir desculpas por uma postagem em rede social.

    Em uma das postagens, o assessor insinua ter poder de punição dentro da administração municipal ao dizer que “Tava com saudade de fazer o que gosto... Estabelecer limites para agentes públicos irresponsáveis travestidas de mandatos de vereadoras (...) (sic)”.

    Até o vice-líder do prefeito na Câmara, Chocolate (PP) repudiou a ação do assessor e disse que caso ele não pare de realizar postagens ofensivas na rede social pedirá afastamento do cargo de confiança de Olarte.

    Aírton Saraiva (DEM) disse que pedirá a retratação da postagem e convocação dele na Casa.

    Presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB) afirmou que solicitará abertura de procedimento administrativo contra o assessor na Procuradoria Jurídica do Município e que também o convocará, com o secretário da pasta a qual ele é vinculado, para pedir desculpas às vereadoras na Câmara.

    Eduardo Romero (PT do B) sugeriu que ambas registrem um boletim de ocorrência contra o assessor.

    “Invasão”

    A visita das vereadoras na reforma do hospital pediátrico, antigo Sírio-Libanês, gerou desconforto entre os parlamentares nesta quinta-feira. Vanderlei Cabeludo (PMDB) lembrou que também foi impedido de visitar um Ceinf enquanto Thais Helena foi secretária na gestão de Bernal.

    Paulo Siufi (PMDB) declarou que há uma cláusula no contrato que esclarece que o hospital só será público após a reforma, que é feita com custos privados. "Vocês invadiram uma área privada", afirmou.

    As vereadoras argumentaram que não tiveram ainda acesso ao contrato, que já foi solicitado por ambas à gestão municipal. “O que sabemos é o que está publicado no Diário Oficial. Lá, a publicação afirma que o hospital já foi arrendado para o município. Como agentes públicas fomos vistoriar como está sendo gasto o dinheiro do povo”, disse Thais Helena. 




    Fonte: Midiamax/JE
    Por: Evelin Araujo, Mayara Bueno e Waldemar Gonçalves