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A partir de 1901, atraídos pelas fertilidades do cerrado que predominava em nosso atual município, teve início os primeiros movimentos migratórios dos goianos, mineiros e baianos rumo ao Figueirão.
Muitas famílias chegavam ansiosas para começar suas vidas, muitos despertando com as cantigas dos carros de boi, os berros de gado e som de machados, a natureza sonolenta, modesta e generosa. Na época no mês de agosto era tradicional queimar os campos e com as primeiras chuvas de setembro vinham os brotos verdes uma excelente pastagem natural do gado.
Nas áreas mais férteis faziam roças colhiam e depois eram transformados em piquetes de capim Jaraguá ou colonião. Os animais eram criados todos soltos, uma vez por ano os fazendeiros se reuniam e faziam um rodeio que poderia durar até vários dias. Juntavam em um só local, salgavam os cochos dos bovinos, na oportunidade curavam os animais doentes e cada proprietário marcavam suas reses. Nos piquetes ficava o gado leiteiro, bois de carro e animais de montaria. Era um gado comum, pouco desenvolvido, sadio e livre de medicamentos químicos. Estas famílias pioneiras deixaram um marco na história da pecuária Figueirãoense: Os Malaquias, Fernandes, Rodovalho, Furtado, Albino, Felisbino, Santana, Galdino, Barbosa, Custódio, Amorim, Lima dentre outros.
Na década de 70 o pecuarista e proprietário da Fazenda Córrego do Mato, João Meireles Baird, trouxe as primeiras tecnologias à evolução da pecuária Figueirãoense: formou um plantel de gado giro, introduziu as primeiras sementes de brachiaria no município e instalou um triturador, produzindo rações balanceadas com acompanhamento de um zootecnista.
Hoje as grandes propriedades modernas se estabelecem em Figueirão, como: Córrego do Mato, Vale das Araras, Esparrame, São Joaquim, Netolândia, Fazenda 3R, Monte Verde, Jangada, Santa Helena, Progresso, São Francisco, Bonanza, Águia dentre outras, contribuindo para o desenvolvimento do município de Figueirão.
Na agricultura nossos pioneiros plantavam o necessário para as despesas. A sobra do arroz, feijão e banha de porco a partir do final da década de 50 já era vendido para o comerciante da época o Jucão. Plantavam algodão e as roupas e agasalhos eram feitas artesanalmente, o açúcar mascavo e a cachaça foram produzido no município. A agricultura foi responsável pela vinda dos primeiros tratores, o arroz era plantado em grande escala só o primeiro ano de desmata, em seguida a área era formada de capim brachiara, pois o foco era a pecuária. Nos anos 60 o fazendeiro Mário Rodovalho trouxe uma batedeira de arroz, tecnologia para a época.
De 1990 á 2000 a Fazenda Esparrame produziu soja no município, chegou a colher 48 sacas por hectare, a média era de 42. A fazenda possui 16 mil hectares, a quantidade de área plantada foi de 1.000 hectares rotacionados, poucas vezes chegou a ser plantada duas vezes no mesmo local, possuiu 45 funcionários. Atualmente a propriedade pertence o senhor Odair Sala.
Por: Laziney Martins
Com informações do Professor e Historiador, Admar de Araújo
