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No começo deste ano, o Centro de Controle de Doenças, uma agência médica reguladora do governo dos Estados Unidos, fez um anúncio oficial recomendando a Truvada, uma pílula de prevenção à AIDS com eficácia comprovada. A grande repercussão desse evento foi o direcionamento da mensagem para qualquer pessoa em risco de pegar a doença, incluindo os casais homossexuais, passando pelos transgêneros e pelos heterossexuais.
Apesar disso, passados alguns meses da comprovação da eficácia desta pílula, ela continua pouco disseminada entre as mulheres. Enquanto os demais grupos de risco parecem ter abraçado a Truvada em seu cotidiano, as mulheres – que possuem tantas chances quanto os homens de serem infectadas – parecem ainda não conhecer o remédio.
Anna Forbes, uma das fundadoras do US Women and PrEp Working Groups (um grupo de estímulo à prevenção feminina), explicou: “A ideia de uma mulher se prevenindo da AIDS realmente ainda não tem muita difusão. É um tópico que levanta muitas questões desconfortáveis para várias pessoas, até porque isso nos remete à falta de equilíbrio de poder nas relações entre homem e mulher”.
O problema principal é que a decisão de se proteger parece repousar sempre nas mãos do homem, tornando a mulher um agente de sua vontade. Muitos parceiros reagem de maneira violenta quando são obrigados a usar camisinha. A Truvada representa uma nova chance de luta para as mulheres neste campo. Elas podem tomar a pílula e se prevenir a despeito das vontades de seu parceiro no momento.
Fonte: EMRESUMO/JE
Por: Felipe Velloso
