Corte determinou que Dnit apure responsabilidades da autora do projeto.Estima-se que R$ 8 milhões sejam gastos na correção das falhas.
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BR 267 - Foto: Divulgação
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O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falhas em obras de restauração da BR-267, em Mato Grosso do Sul. O G1 entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.
Segundo a assessoria de imprensa do TCU, o trabalho faz parte de um conjunto de 11 auditorias para avaliar a qualidade das obras rodoviárias gerenciadas pelo Dnit.
O relatório apontou falhas estruturais, resultado de uma degradação precoce, como trincas longitudinais que comprometem aproximadamente 22% da extensão da rodovia fiscalizada.
Ainda de acordo a assessoria do órgão, o tribunal ouviu a empresa responsável pela obra, que alegou que as soluções aplicadas ao reforço estrutural foram definidas pelo Dnit. Argumentou ainda que esse projeto norteou o processo licitatório e foi rigorosamente seguido na execução dos trabalhos.
Ao TCU, o departamento contestou a metodologia de medição de qualidade estrutural de asfalto utilizada na auditoria.
Para a unidade técnica do TCU, os erros encontrados na reforma da BR-267 são recorrentes em obras similares e poderiam ter sido evitadas caso o Dnit tivesse feito uma análise prévia do asfalto. A unidade ainda aponta que o departamento não faz o procedimento de análise prévia.
O TCU determinou que o Dnit apure as responsabilidades da empresa autora do projeto de restauração e da empreiteira que executou a obra; que observe as alegações apresentadas pelos responsáveis da construtora e avalie a existência de outras possíveis causas para as falhas apontadas.
Do G1 MS/JE
