Relação do brasileiro com Bin Hammam incluiria uma série de irregularidades
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| Ricardo Teixeira presidiu a CBF de 1989 a 2012; na votação de 2010, ele era membro do Comitê Executivo da Fifa (Ana Carolina Fernandes/Folhapress) |
O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teve seu nome incluído nas investigações da Fifa sobre irregularidades na candidatura do Catar como sede da Copa de 2022. Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo desta segunda-feira, a amizade entre o brasileiro e Mohammed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol e um dos principais agentes de futebol do Catar, teria motivado uma série de suspeitas.
Teixeira, que na época da eleição era membro do Comitê Executivo da Fifa, nunca escondeu que votou pelo Catar. Um ano depois, ele apoiou Bin Hammam para a presidência da entidade, contra Joseph Blatter. Segundo o jornal, três suspeitas recaem contra Teixeira e Bin Hammam. A primeira se refere ao fato de a CBF ter recebido um cachê fora dos padrões para realizar um amistoso entre Brasil e Argentina, justamente em Doha, em novembro de 2010 – semanas antes da escolha do país-sede da Copa de 2022.
Pessoas envolvidas na realização do amistoso relataram que dois contratos foram assinados. Um, com a empresa que de fato organizou a partida. O outro teria sido fechado diretamente com a CBF, valendo 14 milhões de dólares (cerca de 31 milhões de reais). Outro foco da investigação é o envolvimento de Bin Hammam com a empresa ISE, que detém todos os direitos sobre os amistosos da seleção brasileira até 2022. Teixeira e a ISE assinaram o acordo no Catar. A ISE ainda teria dado à Confederação Asiática de Futebol outros 14 milhões de dólares para o "uso pessoal" de Mohamed Bin Hammam.
Os investigadores da Fifa ainda querem saber se há alguma relação entre a votação do Catar na Fifa e o fato de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona e amigo íntimo de Teixerira, ter fechado com o emirado um acordo histórico para patrocinar o clube catalão, dias antes da eleição. Rosell, que no início deste ano deixou a presidência do Barça após suspeitas de irregularidades no contrato de Neymar, mantinha diversos acordos comerciais com a CBF e com a ISE.
Fonte: Veja/JE
