Peças para capô e retrovisor ganharam elásticos e cordas de segurança.Na Rua 25 de Março, inflação no dia do jogo fez item ter preço triplicado.
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| Adesivo da bandeira do Brasil chama atenção de motoristas (Foto: Letícia Macedo/ G1) |
"Vestir" o carro com bandeiras brasileiras feitas sob medida para capôs e retrovisores virou mania na capital paulista. Ao contrário das improvisações de copas anteriores, agora as bandeiras são perfeitamente adaptadas para fixação nos veículos. As peças viraram item obrigatório nas lojas da Rua 25 de Março, no Centro, e também na mão de ambulantes nos principais cruzamentos da cidade.
Os comerciantes comemoram as vendas. Na Rua 25 de Março, apenas um comerciante disse ter vendido 100 bandeiras por R$ 25, adaptadas para o capô, em um único dia. Quem quiser economizar vai precisar estar disposto a negociar: os preços chegaram a triplicar. Edson Amorim, de 42 anos, vendia protetores para retrovisores, que já foram comercializados R$ 5, por R$ 15 na manhã desta terça-feira (17/6).
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| Comerciante decorou o carro no começo da competição (Foto: Letícia Macedo/ G1) |
Perguntado se a compra de dois exemplares garantiria um preço mais barato, ele negou. “Duas por R$ 30. Não tem desconto porque já está acabando o estoque. Pode andar por aí que você não vai encontrar”, desafia.
As bandeiras adaptadas para fixação nas janelas podem sair por apenas R$ 1 se compradas no atacado. No varejo, elas saem por R$ 3 em média.
O comerciante Jorge Diogo, de 49 anos, correu para decorar sua van logo do começo da competição. Uma bandeira no capô, uma flâmula fixada no para-brisa e as proteções para os retrovisores e o carro estava pronto para circular pela cidade.
“Eu sempre enfeito o meu carro. Comprei tudo logo no começo da Copa. Eu gastei uns R$ 40. Agora está mais caro”, disse. Ele notou esse ano uma maior facilidade para instalar os adereços. “Antes a gente tinha que colocar elástico para prender no carro. Agora está super fácil. É só prender em baixo e já era.”
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| Comerciante usa decoração para atrair clientes (Foto: Letícia Macedo/ G1) |
Dono de uma loja na região da 25 de Março, Flávio Anacleto, de 50 anos, usa a decoração do próprio carro como propaganda. Estacionado em frente à loja, o proprietário substitui as duas bandeirinhas das janelas por uma versão maior, de 2 por 3 metros, que cobre boa parte do veículo. “O carro já fica como merchandising. O cliente passa e já entra para comprar”, brincou.
Ele, que já trabalha na região há cinco copas, garante que faria o mesmo se não tivesse um comércio. “Eu torço muito para o Brasil, mas é claro que uma vitória ajuda muito nas vendas. Eu já vendi uns 80% do meu estoque. Se chegar até as oitavas de final, eu estou tranquilo”, disse.
O executivo de vendas Robson Vieira, de 44 anos, gastou cerca de R$ 100 para colocar um adesivo com uma bandeira do Brasil e decorar os retrovisores de seu Meriva prata. O morador da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, acha que valeu a pena o investimento.
“Muita gente me para no farol e pergunta onde eu coloquei o adesivo, quanto eu paguei. Três amigos também se empolgaram para colocar um adesivo”, afirmou. Animado com a seleção, ele acredita na vitória. “Jogando em casa, é certeza que a gente leva.”
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| Ambulantes na Rua 25 de Março (Foto: Letícia Macedo/G1) |
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| Comerciante disse que estoque de protetor de retrovisores está acabando (Foto: Letícia Macedo/ G1) |
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| Fusca parado na Rua Barra Funda exibe bandeira do Brasil (Foto: G1) |
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| Bandeiras estão por toda parte (Foto: Letícia Macedo/ G1) |
Do G1 São Paulo/JE
Por: Letícia Macedo
Por: Letícia Macedo






