A barbárie que ocorreu no Sudão e chocou o mundo, ganhou mais um capítulo terrível.
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| Divulgação |
A sudanesa que foi presa e condenada à morte apenas por se casar com um cristão, foi forçada a dar à luz com as pernas acorrentadas.
Meriam Ibrahim foi algemada severamente, mesmo estando próxima de realizar o parto. Seu marido, Daniel Wani, disse que se sentiu humilhado ao saber como foi o parto de sua esposa e somente agora as informações do nascimento foram divulgadas. “Eles a mantiveram em uma cadeia com as pernas algemadas. Ela está muito infeliz com isso”, disse.
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| Inicialmente, ele foi impedido de ver sua esposa e filha recém-nascida, mas as autoridades finalmente o deixaram entrar na prisão e pegar sua filha no colo cinco dias após o nascimento. |
Ele informou ainda que Meriam passou os últimos quatro meses acorrentada no chão em uma prisão cheia de doenças contagiosas.
Meriam foi condenada à morte por enforcamento por não ter se convertido ao islamismo e permanecer como cristã. Sua pena foi agravada por ela ter se casado com um homem também cristão.
O juiz responsável pela condenação, disse que a pena pode ser cancelada se ela renunciar publicamente sua fé cristão e tornar-se muçulmana. Meriam, em resposta, disse que ela sempre foi cristã, desde criança e disse que não pode“fingir ser uma muçulmana apenas para poupar sua vida”.
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| Em uma de suas declarações mais dramáticas, ela disse: “Eu me recuso a mudar. Eu sei que posso ficar viva tornando-me muçulmana, podendo cuidar da minha família, mas eu preciso ser fiel a mim mesma”. |
Uma petição internacional para a sua libertação atingiu mais de 661.000 assinaturas em poucos dias no site Amnesty, mas aparentemente a página foi retirada do ar.
Fonte: DailyMail/JC
Por: Osmairo Valverde/JC
Foto: Reprodução / DailyMail


