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    20/05/2014

    Delegado que apura morte de estudante teve nome colocado embaixo de imagens religiosas

    Reprodução/Vídeo

    Andrea Helena de Freitas Monken, de 39 anos, mãe da estudante Stefanini Freitas Monken Conceição, de 18, que está desaparecida há três anos, colocou o número do processo do caso e o nome do delegado Alexandre Ziehe, da 105ª DP (Petrópolis), que investiga o crime, embaixo de imagens religiosas de um altar. O material estava dentro de um sítio onde Andrea trabalhava, em Itaipuaçu, no município de Maricá, na Região Metropolitana do Rio

    Divulgação
    Nesta segunda-feira, o delegado revelou que o pai de Stefanini e marido de Andrea, o caseiro Celso da Conceição, de 47, confessou ser o responsável pela morte da adolescente.

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    Celso, Andrea e o filho Wesdra Freitas Monken, de 19, foram presos, na quarta-feira passada, em Itaipuaçu. Na ocasião, a polícia cumpriu três mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça de Petrópolis em nome do trio, e um mandado de busca e apreensão. E encontrou os manuscritos com a letra de Andrea. Em um deles, o nome de Stefanini estava escrito por cima do nome de Alexandre Ziehe. O delegado trabalha com as hipóteses de que a morte da jovem tenha motivação sexual , já que o caseiro não aceitava o namoro da filha com um rapaz, ou ligação com algum ritual.

    — Estamos no caminho certo. Nada vai nos impedir de esclarecer este crime — disse o delegado, ao ser perguntando se temia por seu nome estar num altar de imagens e supostos rituais.

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    A confissão foi feita na presença de um advogado. Celso alegou ter matado a filha acidentalmente, ao empurrar a garota numa ladeira. O crime ocorreu na manhã do dia 30 de setembro de 2011.

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    Na época, a família morava em um sítio, em Petrópolis. Celso afirmou que sua filha havia acabado de conseguir um emprego. Por brincadeira, ela deu um tapa em seu ombro, correndo para o portão da propriedade. Ele foi atrás e deu um empurrão, esbarrando o pé na perna da jovem. Segundo o caseiro, a menina caiu e bateu com a cabeça no chão. Celso disse ter chamado uma pessoa que levou o corpo em um carro. Há três meses um cachorro achou um fêmur, próximo ao sítio.

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    Um exame de DNA, feito no laboratório da UERJ, há 23 dias, confirmou que osso era parte do corpo da jovem. Segundo a polícia, o caseiro também chegou a apontar um ex-namorado de Stefanini como envolvido no desaparecimento da garota. Ele pediu que uma pessoa prestasse um falso depoimento, dizendo ter visto a estudante no carro do rapaz, um dia após o seu sumiço. A testemunha, que não teve seu nome revelado, esteve na delegacia, um dia antes da prisão do pai, da mãe e do irmão da adolescente. Ela voltou atrás e admitiu ter mentido a pedido de Celso.

    Stefanini de Freitas Monken da Conceição, que foi morta em Petrópolis.
    Foto: Freelancer / Rafel Moraes/ Extra/ Agência O Globo






    Fonte: Extra/JE
    Por: Marcos Nunes