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    27/03/2014

    Preços da gasolina e da eletricidade têm futuro de incerto

    Trajetória de preços com grande visibilidade, como o da gasolina e o da eletricidade, está cercada de incertezas, diz o Banco Central

    Bomba de gasolina: BC lembra que os preços da gasolina já subiram 0,6%, neste ano, até fevereiro


    Brasília - A trajetória de preços com grande visibilidade, como o da gasolina, e o de alguns serviços públicos, como o da eletricidade, está cercada de incertezas, diz o Banco Central(BC), no Relatório de Inflação, divulgado hoje (27/03).

    Em dezembro, o BC projetava estabilidade no preço da gasolina e aumento de 7,5% nas tarifas de eletricidade, este ano.

    Mas, no relatório divulgado hoje, o BC lembra que os preços da gasolina já subiram 0,6%, neste ano, até fevereiro.

    O BC analisa os preços da gasolina, do gás, da eletricidade e de outros itens para fazer a projeção para o conjunto de preços administrados por contrato ou monitorados.

    A projeção é que esses preços subam 5%, este ano, ante a previsão anterior de 4,5%.

    A projeção para o preço da eletricidade é aumento de 9,5%, este ano.

    No caso das tarifas de telefonia fixa, a previsão é estabilidade. Neste mês, o governo anunciou um financiamento de R$ 8 bilhões pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para que as distribuidoras paguem suas dividas com as geradoras.

    O financiamento será ressarcido com aumento de tarifas aos consumidores que será escalonado a partir de 2015.

    Também foi anunciado um aporte adicional do Tesouro de R$ 4 bilhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que tem orçamento de R$ 9 bilhões para este ano. O governo decidiu ainda fazer um leilão de energia hidrelétrica e térmica.

    O objetivo é que as distribuidoras possam contratar energia das geradoras, e não precisar mais recorrer ao mercado livre para comprá-la.

    As distribuidoras de energia tiveram gastos maiores nos últimos meses por causa do aumento do uso de energia de termelétricas, que é mais cara.






    Fonte: Exame.com
    Por: Kelly Oliveira, da