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    06/12/2013

    Ex-assessores cobravam 'dízimo' de funcionários em Corumbá, diz MP-MS

    Segundo promotor, total arrecadado chegava a R$ 100 mil por mês.
    TV Morena tentou contato com suspeitos, mas eles não foram localizados.

    Divulgação
    O Ministério Público Estadual (MPE) investiga três ex-assessores de gabinete do ex-prefeito de Corumbá (MS) Ruiter Cunha (PT) que teriam cobrado 'dízimo' de funcionários comissionados. Reportagem do Bom Dia MS desta sexta-feira (6) mostrou que as denúncias foram feitas após a operação Cornucópia, feita pela Polícia Federal e pelo MPE.

    A TV Morena tentou falar com os suspeitos, mas eles não foram localizados. Por telefone, Cunha informou que entrou com um pedido para ter acesso ao processo e que irá se manifestar após tomar conhecimento dos autos.

    Segundo o promotor de Justiça Luciano Anecheni Lara Leite, o esquema funcionou entre os anos de 2008 e 2012 e quem se recusava a entregar parte do salário era perseguido e poderia perder o emprego. Os valores variavam R$ 1 mil a R$ 4 mil por pessoa e o total arrecadado chegava a R$ 100 mil por mês.

    "Isso era feito em rodízio, alguns servidores, cerca de 40 a 50 servidores por mês, eram selecionados para fazer essa devolução do dinheiro dos pagamentos", explicou o promotor.

    Agora o MPE vai concentrar os trabalhos para descobrir o destino do dinheiro arrecadado irregularmente pelos ex-assessores. Denúncias sobre o caso podem ser feitas ao Ministério Público pelo número 127.

    A PF já indiciou três ex-servidores municipais envolvidos no esquema de fraude da folha de pagamento da prefeitura de Corumbá: um ex-chefe de gabinete e dois ex-assessores, um deles o vereador Ênio Castelo (PT). Eles vão responder por formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva, falsidade ideológica e uso de documento falso.

    Segundo o delegado da PF de Corumbá, Alexandre do Nascimento, outros 80 servidores também serão indiciados pelo envolvimento no esquema.


    Do G1 MS com informações da TV Morena