Pontos eletrônicos e receptadores foram apreendidos no domingo (10/11).
Dos 22 investigados no esquema, um continua preso em Campo Grande.
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| Receptores e pontos eletrônicos serão encaminhados para perícia (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS) |
A próxima etapa da investigação o grupo de estudantes presos no domingo (10), em Campo Grande, sob suspeita de tentar fraudar o vestibular para medicina da Anhanguera-Uniderp, será a perícia dos equipamentos apreendidos pela polícia no dia. A informação é da titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações (Dedfaz), Ariene Muradi Cury.
A análise de pontos eletrônicos, receptadores e celulares é o estágio inicial do trabalho, segundo ela, que tenta elucidar questões como a possibilidade de atuação do grupo na fraude de vestibulares de outros estados, além da participação de uma acadêmica de medicina da Anhanguera-Uniderp no esquema, já que ela fazia a prova no dia, mesmo sendo aluna do curso. Ela já foi identificada, mas ainda será ouvida.
Ariene revelou que os suspeitos combinaram de formas particulares o pagamento dos equipamentos. Alguns chegaram a pagar entre R$ 300 e R$ 500 antes da prova e iriam desembolsar o restante do valor após a avaliação. Outro investigado fez acordo de que não pagaria antes do vestibular, mas daria R$ 60 mil à quadrilha caso fosse aprovado.
A delegada informou nesta terça-feira (21) que 21 pessoas foram indiciadas. Outros dois têm envolvimento na ação, segundo a policia. Um adolescente e um rapaz, que foi flagrado usando celular e não foi enquadrado no crime de fraude em certames de interesse público, previsto no artigo 311 do Código Penal, como o restante. Por estes motivos, não foram indiciados. Ainda conforme a delegada, dos 23 suspeitos, apenas um segue preso em Campo Grande. O restante está em liberdade após pagar fiança.
Ariene afirmou também que a maioria dos integrantes da quadrilha é de fora do estado. Além disso, destacou que caso fique provado, ao longo das investigações, que algum acadêmico de medicina da instituição entrou no curso por meio da fraude, será indiciado.
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Kits receptores foram apreendidos
(Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
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Flagrante
A delegada revelou que o nervosismo de um dos suspeitos entregou o esquema. Um homem, de 31 anos, teria ficado irritado com o chiado do ponto eletrônico e com a demora que os outros comparsas tiveram para transmitir as respostas.
Ele conseguiu apenas fazer a redação e passou a pedir ao fiscal da prova para ir ao banheiro por várias vezes, o que levantou a suspeita.
A partir disto, o fiscal decidiu encaminhá-lo à enfermaria e por meio de um exame de otoscopia (feito no canal auditivo externo e do tímpano, efetuado com ajuda de instrumentos) o ponto foi identificado. Segundo a delegada, o suspeito cursa medicina na Bolívia. Com este flagrante, os 2,5 mil candidatos que prestavam vestibular no dia foram revistados na saída da instituição. O procedimento acabou identificando o restante do grupo.
Já a suspeita em relação à acadêmica de medicina da universidade ocorreu por conta de a mulher pedir para ir embora antes do tempo mínimo de três horas de permanência na sala. Ela alegou que estava passando mal.
Dos 21 presos e levados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro no domingo, 13 preferiram permanecer em silêncio, conforme a titular da Dedfaz.
Do G1 MS

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