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    08/10/2013

    Manifestantes atiram moedas em vereadores durante sessão em MS

    Abertura da comissão contra prefeito Alcides Bernal (PP) seria votada.
    Presidente da Câmara Municipal encerrou sessão por conta de tumulto.



    Guarda Municipal cercou o plenário durante o protesto na manhã desta terça (8), na Câmara de Vereadores em Campo Grande (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)


    Centenas de manifestantes ocuparam a Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (8/10), em Campo Grande. Durante a sessão, que foi suspensa por dez minutos e depois encerrada, seria lida a denúncia contra o prefeito Alcides Bernal (PP) e votada a abertura de uma comissão processante.

    Os manifestantes atiraram moedas nos vereadores em protesto pelo encerramento da sessão. A Guarda Municipal precisou cercar o plenário. Segundo informações da assessoria de imprensa da Casa de Leis, uma sacola de moedas foi apreendida pelos agentes.

    O presidente da Câmara, Mário César (PMDB), chegou a retomar os trabalhos, mas depois encerrou a sessão. Segundo ele, a denúncia contra Bernal e a abertura da comissão processante devem ser votadas na sessão de quinta-feira (10).

    Ainda de acordo com o Mário César, a sessão foi encerrada com base no regimento interno da Câmara de Vereadores, que determina que qualquer cidadão pode assistir as sessões, desde que fique em silêncio durante os trabalhos e não manifeste apoio ou desaprovação em relação ao que se passa no plenário.

    "Encerramos a sessão por questão de segurança. Acredito que houve uma manobra de mobilizar pessoas para tumultuar a sessão", disse o presidente.

    Assessoria afirmou que guardas apreenderam
    sacola de moedas (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)
    O protesto, intitulado pelos próprios manifestantes como "Luta Contra o Golpe", contou com 12 instituições de classe, entre elas, sindicatos, federações e centrais de trabalhadores.

    Após o término da sessão, parte dos manifestantes permaneceu no local. Dos 29 vereadores, 28 estavam presentes no plenário. Também houve discussão entre os parlamentares da base do prefeito e da oposição antes do encerramento da sessão.

    Votação
    Conforme Fernando Pinéis, procurador jurídico do legislativo, para a abertura da comissão processante, é necessário um quórum de 20 vereadores, contando com o presidente, e 2/3 devem votar a favor da instauração.

    Ainda segundo Pineis, a comissão processante é formada por três vereadores, escolhidos por meio de sorteio.

    Fonte: G1 MS
    Por: Tatiane Queiroz