Grupos foram ao plenário do Legislativo em Campo Grande nesta quinta.
Manifesto pediu saída de parlamentares que tiveram mandatos cassados.
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| Manifestantes ocuparam plenário da Câmara de Vereadores durante sessão (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS) |
Integrantes dos grupos "Movimento Voluntário", "Movimento Popular Campo Grande", "Vem pra Rua Campo Grande" e "Anonymous Mato Grosso do Sul" protestaram na Câmara de Vereadores na manhã desta quinta-feira (5). Os manifestantes ocuparam o auditório e pediram o cumprimento da lei da transparência. O protesto ocorreu durante a sessão, que foi encerrada por volta das 11h10 (de MS) e transcorreu normalmente, mas teve intervenções de vaias e gritos dos grupos.
A saída de vereadores, que tiveram mandatos cassados por compra de votos, bem como os salários dos parlamentares, também estiveram no centro dos protestos no Legislativo. Cinco dos 29 integrantes da atual legislatura tiveram os mandados cassados pela Justiça Eleitoral em 2013. Todos continuam exercendo os cargos por meio de liminares concedidas pela Justiça.
No dia 9 de agosto, os grupos protocolaram um requerimento da Casa de Leis. Entre as solicitações, estão as cópias de notas fiscais, comprovantes e recibos que comprovem as despesas de cada um dos 29 vereadores referentes ao período de janeiro a julho deste ano. Conforme o requerimento, os grupos deram prazo de 20 dias para que a Câmara de Campo Grande respondesse aos pedidos.
Segundo a funcionária pública Rosângela Napoleão, 49 anos, integrante do Movimento Voluntário, a lista de solicitações ainda não foi atendida. “O portal da transparência mostra os valores que foram gastos, mas não mostra como e com quais empresas foram gastos”, relatou a funcionária pública.
Outros dois grupos também engrossaram o movimento: um de representantes de vendedores ambulantes e outro de mototaxistas auxiliares, que entregou uma lista de reivindicações aos parlamentares. Eles cobram uma revisão dos contratos que regem o serviço na capital sul-mato-grossense com o argumento de que ficam à mercê dos permissionários, que conseguem, individualmente, até 5 alvarás.
Com isso, os mototaxistas argumentam que têm de recorrer ao arrendamento de alvarás e pagam valores “absurdos” para poderem trabalhar .
Defesa
O presidente da Câmara Mário César (PMDB) informou ao G1 que quatro das seis solicitações dos grupos que protestaram na manhã desta quinta já foram atendidas e que as outras informações requeridas pelos manifestantes estão disponíveis no site da transparência.
Em relação às cópias das notas fiscais, comprovantes e recibos, o peemedebista afirmou que ainda não foram disponibilizadas por impossibilidades técnicas. Sobre a cobrança da saída dos vereadores cassados, o presidente argumentou. “Todo cidadão tem direito a ampla defesa. Os processos ainda serão julgados”.
Fonte: G1 MS
Por: Tatiane Queiroz e Fabiano Arruda

