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    09/06/2013

    No RS, Brasil busca embalo, entrosamento e fim de escrita

    Há mais de vinte anos sem ganhar da França, a seleção também tenta quebrar jejum contra as campeãs mundiais. Amistoso deve definir time para a estreia


    O treino da seleção antes do amistoso contra a França, na Arena do Grêmio em Porto Alegre, última partida do Brasil antes da estreia na Copa das Confederações - Jefferson Bernardes/Vipcomm/Divulgação


    O jogo é apenas um amistoso, mas a lista de desafios da seleção brasileira em seu duelo contra a França, neste domingo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, é extensa. A partida, marcada para as 16 horas (de Brasília), será a última do Brasil antes da estreia na Copa das Confederações, no próximo sábado, contra o Japão. Por isso, o técnico Luiz Felipe Scolari pretende usar as observações do amistoso para definir sua equipe titular para o começo do torneio. O time deverá ser o mesmo que começou a partida contra a Inglaterra, com exceção da presença de Marcelo no lugar de Filipe Luís na lateral esquerda. Além de ganhar mais entrosamento, a seleção espera ganhar confiança com uma vitória jogando diante da torcida gaúcha. Se isso acontecer, o Brasil derrubará duas escritas incômodas. A seleção já soma mais de vinte anos sem ganhar dos franceses, uma velha pedra nos sapato dos brasileiros, e está desde 2009 sem derrotar uma equipe que já foi campeã do mundo (com exceção do time B da Argentina, no Superclássico das Américas).

    O jejum de vitórias contra as grandes equipes do futebol mundial é preocupante. Afinal, para conquistar o título da Copa das Confederações, será preciso derrotar pelo menos uma ou duas equipes do pelotão de elite das Copas - a edição brasileira do torneio será a primeira a reunir quatro seleções que já levantaram a taça nos Mundiais. O Brasil pega a Itália logo na primeira fase do torneio. Espanha e Uruguai estão no outro grupo. Nas últimas sete partidas contra ex-campeãs, o Brasil soma cinco derrotas e dois empates. Seu último triunfo contra grandes seleções foi contra uma Inglaterra bastante desfalcada, em novembro de 2009, quando Mano Menezes ainda era o treinador. Um dos motivos citados pela comissão técnica da seleção na hora de explicar a escassez de resultados significativos é a falta de rodagem e entrosamento do time, que tem média de idade muito baixa e ainda não engrenou uma formação eficiente. Nas últimas duas semanas, Felipão enfim teve tempo para ficar concentrado com o grupo e treinar sua equipe - foi a primeira vez que isso aconteceu desde que ele reassumiu o comando da equipe. Depois de empatar com Itália e Inglaterra nos últimos meses, a seleção acha que já está mais do que na hora de conquistar uma vitória convincente.




    Fonte: Veja