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    11/01/2013

    MP entra com representação contra vereador pela prática de irregularidades em campanha

    O Ministério Público de Mato Grosso do Sul da comarca de Aquidauana (MS), ingressou com representação eleitoral, segunda-feira (7/1), em desfavor do vereador Paulo Cesar Rodrigues dos Reis, imputando a ele a prática de várias irregularidades durante a campanha eleitoral referente ao último pleito.

    Além de outras ilegalidades, a representação menciona a captação e gastos ilícitos de recursos, distribuição de combustível a simpatizantes e eleitores, promessa de doação de combustível para transporte de eleitores, doação de passagens aéreas e abuso de poder econômico. Quanto à arrecadação, é mencionada a importância de R$ 25.350,00 que apareceu na conta de campanha do então candidato sem origem identificada, sendo R$ 350,00 que recebeu de doação sem comprovação de que o valor constitui produto do serviço ou da atividade econômica do doador, R$ 10.000,00 depositados em sua conta de campanha como recurso próprio, mas que não integrava o patrimônio do candidato quando do registro de sua candidatura, já que não consta na sua declaração de bens.

    A outra ilegalidade trata-se de R$ 15.000,00 que também transitou na sua conta de campanha, que não teve a origem esclarecida. Durante as interceptações telefônicas feitas pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) no ano passado, captou-se várias conversas do então candidato Paulo Reis autorizando o fornecimento de combustíveis pelo Posto WA a eleitores e simpatizantes, sendo que muitas vezes pedia para a pessoa ir conversar com sua esposa, na sua própria casa. A distribuição indiscriminada de combustíveis pela prefeitura de Aquidauana ficou conhecida como “A Farra dos Combustíveis”, que, além de contaminar a campanha do então candidato Fauzi Suleiman, também atingiu a campanha do referido vereador.

    Paulo Reis também forneceu combustível para uma mulher de nome Eva, para ser levado até Cipolândia para transportar eleitores. Além disso, assumiu o compromisso com a pessoa que se apresentava ao telefone como “Filho da Cida”, de aquisição de passagens aéreas no valor de R$ 270,00 por pessoa, na companhia aérea Avianca. Na oportunidade Paulo Reis estava em Campo Grande justamente para tratar do negócio. Todo esse gasto logicamente não passou pelas contas de campanha do candidato, por se tratar de atividade ilícita.

    O Ministério Público Estadual pede que a cassação do diploma do candidato. Caso o pedido seja acolhido pela Justiça Eleitoral, Paulo Reis também se tornará inelegível por oito anos.

    Fonte: midiamax
    Por: MPE/NG
    Foto: TRE