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    24/12/2012

    Prefeitura de Campo Grande perde controle da dengue e casos ‘explodem’ no final do ano

    Acúmulo de lixo e água parada preocupam
    Presente de grego. Prepare-se para recebê-lo em 2013, mas de forma ativa, evitando focos domiciliares de larvas de Aedes Aegypit em casa e no trabalho porque a situação é grave.

    A incidência da dengue está explodindo em Campo Grande e em mais 19 cidades do MS.

    Em Campo Grande, em cerca de um mês, os casos notificados saltaram de 5.249 para 6.361– 1.112 casos ou mais de 300 notificações semanais.

    Pela última atualização oficial da Secretaria Estadual da Saúde, que consta no Boletim Epidemiológico nº 39, em todo o MS foram 14.572 notificações de casos de dengue.A informação correspondente ao período de 09/12 a 15/12, atualizada até o dia 19.

    Uma simples comparação revela a situação: Mato Grosso do Sul chegou a 3.743 casos de dengue até 19 de fevereiro de 2011. Dos registros do ano passado, 1.772 ocorreram em Campo Grande.

    Desde meados do ano a previsão meteorológica indicava que o mês de novembro seria muito chuvoso, facilitando a propagação do Aedes. Sabia-se, também o vírus tipo 4, contra o qual as pessoas não tem imunidade, já tinha chegado à Capital.

    Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde manteve a rotina de combate à dengue, que será ativada apenas em meados de janeiro de 2013.

    Até agora, a última informação oficial relata quatro mortes por dengue, três em Campo Grande e mais um caso fatal em Paranaíba.

    Se as visitas domiciliares dos agentes de saúde e a pulverização de inseticida - o popular “fumacê” – forem tardias para combater a infestação de Aedes que toma conta de todos os bairros de Campo Grande, os casos se reproduzirão em projeção geométrica.

    Mais pessoas contaminadas são picadas por Aedes Aegyptique, por sua vez, contaminam mais pessoas com o vírus da dengue, e assim por diante. E com um complicador: os eventuais pacientes irão encontrar hospitais e prontos socorros já lotados por outras enfermidades ou acidentes.

    A reportagem questionou Alcides Ferreira, chefe de serviço de Controle de Vetores do CCZ da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande para conhecer as medidas tomadas no combate à propagação doença na Capital.

    Segundo Alcides, “as fortes chuvas de novembro, aliadas ao fator calor, favoreceram o rápido crescimento das larvas do mosquito transmissor da dengue, mas a gravidade da situação aumentou com a chegada do viu tipo 4 na cidade, contra o qual as pessoas não têm imunidade”.

    Para complicar mais, junto com o tipo 4 ainda circulam os vírus de tipo 1 e 2. Alcides Ferreira informa que a Capital tem cerca de 50 casos novos por dia.

    O chefe do controle de Zoonosesgarante que o “fumacê” já foi realizado alguns bairros que têm alta incidência de dengue em Campo Grande.

    “O ‘fumacê’ já começou na segunda-feira, dia 17, em algumas regiões da cidade, nos bairros Tiradentes, Alves Pereira e Lageado, Nova Lima, Mata do Segredo e Cel. Antonino”, garantiu.

    Depois dos feriados de fim de ano, e a partir de meados de janeiro, será a vez dos bairros Caiçara, Batistãoe o Universitário. Os demais, só terão previsão de pulverização quando a coleta de dados da incidência indicar a necessidade, segundo informou Alcides Ferreira.

    Quanto à participação do Exército, algumas equipes estão recolhendo pneus velhos em borracharias. Nos dias 16 e 17 de janeiro, os militares passarão por um novo treinamento, para realizar visitas domiciliares.

    Se o leitor morar em um dos bairros citados pelo coordenador, comente a matéria para dizer se viu ou ouviu falar, ou não, na realização do “fumacê” em sua região. Ou então relate a situação de infestação do Aedes em sua região. O mosquito é fácil de identificar, porque tem o corpo preto tomado por listras e pintas brancas.

    Fonte: midiamax
    Por: Pio Redondo