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| Foto: (Google) - Ilustração |
Conforme a medida, as empresas brasileiras, controladas por sociedades estrangeiras, não poderão adquirir imóveis rurais com mais de 50 módulos de exploração indefinida (dimensão que pode variar de 250 a 5 mil hectares). No entanto, a gigante portuguesa necessitaria de 200 mil hectares. Os dirigentes da Portucel, haviam confirmado, que se caso a instalação da fábrica viesse para o Brasil, Mato Grosso do Sul seria o Estado escolhido pela empresa entre os municípios de Bataguassu e Santa Rita do Pardo.
Na matéria publicada pelo jornal português, o presidente da Portucel conta que a empresa constituiu, em outubro de 2009, uma subsidiária no Brasil e assinou, há mais de um ano, um memorando de entendimento com Mato Grosso do Sul para o desenvolvimento de um projeto florestal que terá que avançar antes que seja iniciada a construção de uma nova fábrica com capacidade instalada entre 1,3 e 1,5 milhão de toneladas por ano.
Mas conforme, José Honório, a empresa, que tem interesse em investir no Brasil, deve deixar os planos de lado. "Com essa reinterpretação da Lei nº 5.709 há várias empresas estrangeiras, entre as quais a nossa, que estão hoje confrontadas com essa situação. Estamos agora trabalhando em conjunto para ver em que medida essa reintrodução legislativa pode ser ajustada no sentido de uma reciprocidade de tratamento que é dada em Portugal aos investidores brasileiros, a investimento vindo do Brasil, para termos a mesma reciprocidade no Brasil", pontuou.
Segundo José Honório, o problema é que uma eventual revisão da lei poderá demorar entre dois e três anos, período considerado excessivo para a instalação do empreendimento industrial. “Gostaríamos muito de concretizar um projeto de investimento que totaliza cerca de mais de três milhões de dólares (2,1 milhões de euros) e em que o componente florestal é o princípio de tudo. Isto porque, antes de podermos pensar em produzir celulose ou papel, pensamos primeiro em florestar, em plantar, esperar 10 a 12 anos e então depois iniciar um processo industrial”, explicou.
Perdas
Em novembro de 2010, em entrevista ao Painel Florestal, a secretária de Produção e Turismo de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina da Costa, já havia informado que o parecer poderia ser um entrave para o grande investimento que o Estado estava prestes a receber. “Hoje o parecer é um impeditivo para essa implantação”, afirma
O Estado ainda estava sendo estudado por outras duas grandes empresas produtoras de celulose e papel, mas, a medida que limita a compra de terras, mais uma vez emperrou o processo. “Todas as empresas de capital estrangeiro estão esperando uma definição do que será feito com esse parecer, para depois tomar a decisão”, explicou.
Fonte: Painel Florestal
