Campo Grande (MS),

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    22/11/2017

    Temer decide nomear deputado Carlos Marun para ministro da Secretaria de Governo

    Integrante da 'tropa de choque' do presidente e aliado de Cunha, peemedebista assumirá vaga de Antonio Imbassahy na articulação política. Mudança adiou horário da posse do ministro das Cidades.

    Carlos Marun assumirá a Secretaria de Governo em solenidade no Planalto nesta quarta-feira (22) ©Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
    Pressionado pelo "Centrão" e pelo PMDB para mudar o articulador político do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer decidiu nesta quarta-feira (22) nomear o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para ministro da Secretaria de Governo em substituição ao tucano Antonio Imbassahy (BA).

    Deputado federal de primeiro mandato, Marun é um dos mais ferrenhos integrantes da "tropa de choque" do presidente da República e aliado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para assumir a vaga no primeiro escalão, o peemedebista se comprometeu com Temer em não disputar a reeleição para deputado federal no ano que vem.

    Carlos Marun é gaúcho, mas fez carreira política no Mato Grosso do Sul. No estado do Centro-Oeste, ele foi vereador de Campo Grande, deputado estadual e secretário de Habitação e Cidades.

    A mudança de última hora na articulação política do governo fez com que o Planalto adiasse em uma hora e meia a cerimônia de posse do novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que estava programada para as 15h30. Para aproveitar a solenidade e dar posse simultaneamente a Baldy e Marun, o cerimonial do palácio transferiu a cerimônia para as 17h.

    A saída de Imbassahy da pasta responsável pela articulação política do governo é mais um movimento do tabuleiro político de Temer para tentar aprovar a reforma da Previdência Social. Deputados do PMDB e do "Centrão" exigiam a demissão do ministro tucano para ajudar o governo a aprovar as mudanças nas regras previdenciárias.

    O futuro de Imbassahy ainda está indefinido. Ao longo da semana, cogitou-se dentro do Planalto que o tucano poderia ser deslocado para outra pasta, como a dos Direitos Humanos, que atualmente é comandada por outra indicada do PSDB: a ministra Luislinda Valois.

    Jantar com aliados

    Na ofensiva política para tentar aprovar a reforma da Previdência, além de fazer mudanças pontuais em seu primeiro escalão, o presidente da República oferecerá nesta quarta-feira um jantar a integrantes da base aliada para tentar convencer os deputados de sua base aliada a aprovarem a proposta ainda neste ano.

    O Palácio do Planalto ainda não dispõe dos 308 votos necessários para atingir aprovar a reforma no plenário da Câmara. Para mudar a Constituição, o texto terá que passar por duas votações na Câmara e outras duas no Senado.

    Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz, assessores do presidente relataram que o jantar desta noite faz parte da última cartada do governo para garantir a aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria. O jantar, na avaliação da equipe presidencial, será o termômetro para medir as reais chances de aprovar a medida ainda neste ano.

    A estratégia inclui a reorganização da base aliada – com a retirada do Ministério das Cidades e da Secretaria de Governo da cota do PSDB, partido que está rachado em torno de uma ala que defende a permanência no governo e outra que quer o desembarque imediato.

    O Blog da Andréia Sadi informou que Temer chamou nesta quarta o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), para uma reunião no Palácio do Jaburu.

    Outro integrante da "tropa de choque" do presidente, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS), também passou pela residência oficial nesta manhã. O Blog apurou que Perondi defendeu na conversa a nomeação de Marun para a Secretaria de Governo.

    Perfil

    Natural de Porto Alegre (RS), Carlos Marun tem 57 anos de idade. Em 1982, o peemedebista se formou em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    Cinco anos depois, mudou-se para Campo Grande (MS), onde ingressou na vida pública como secretário de Assuntos Fundiários da capital do Mato Grosso do Sul, a convite do então prefeito Juvêncio César da Fonseca.

    Em Campo Grande, também ocupou o cargo de presidente da Empresa Municipal de Habitação (EMHA), na gestão do peemedebista André Puccinelli. Em 2007, foi Secretário de Habitação e das Cidades de Mato Grosso do Sul, quando Puccinelli assumiu o governo estadual.

    O peemedebista também foi vereador de Campo Grande e deputado estadual. Em 2014, elegeu-se deputado federal.

    Por Delis Ortiz, TV Globo, Brasília


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