Campo Grande (MS),

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    28/11/2017

    Joesley não responde a perguntas de deputados e senadores em CPI

    "Ele vai continuar colaborando com a Justiça, mas a orientação é a mesma feita ao Wesley: de usar o direito constitucional de se manter em silêncio”, explicou o advogado do empresário

    © Cleia Viana/Câmara dos Deputados
    Em reunião conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES (do Senado), o empresário Joesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, optou por permanecer calado e não responder às perguntas dos deputados e senadores.

    “Joesley vai continuar colaborando com a Justiça, mas a orientação é a mesma feita ao Wesley (irmão de Joesley, também controlador da JBS): de usar o direito constitucional de se manter em silêncio”, explicou o advogado do empresário, Ticiano Figueiredo.

    O presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), pediu à assessoria da comissão os fundamentos jurídicos da opção pelo silêncio. As informações são da Agência Câmara.

    Três semanas atrás, diante do silêncio do irmão de Joesley, Wesley Batista, Ataídes anunciou que pediria à Justiça a revogação da delação premiada dos controladores da JBS. O senador alegou que a Lei das Delações Premiadas obriga o delator a abrir mão do silêncio. 

    Wesley e Joesley Batista estão presos, suspeitos de usar informações privilegiadas para obter lucro com compra de dólares e venda de ações da própria JBS antes da divulgação do acordo de colaboração que fizeram com o Ministério Público.

    As operações financeiras foram realizadas entre 3 de maio, quando da assinatura do acordo de delação premiada, e o dia 17 de maio, quando foi divulgada a gravação entre Joesley e o presidente Michel Temer. Eles também são investigados pela comissão por irregularidades na formalização dos acordos de colaboração firmados com o Ministério Público e homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Fonte: NAOM


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