Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    17/11/2017

    Condenado a 72 anos de cadeia, Cabral completa 365 dias preso no Rio

    Ex-governador do Rio mantém relações de poder, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado

    © DR
    O ex-governador do Rio Sérgio Cabral completa nesta sexta-feira (17) um ano preso. Apontado como o líder do maior esquema de corrupção do Estado, ele mantém uma rede de influência fora da Cadeia Pública de Benfica.

    De acordo com investigação sigilosa da Polícia Federal , o peemedebista tentou montar um dossiê contra Bretas e sua mulher, que também é magistrada, por meio de consultas suspeitas a registros de ocorrências em delegacias da Polícia Civil.

    A relação entre Bretas e Cabral tem sido tensa, tanto é que o magistrado determinou transferência do ex-governador do Rio a um presídio federal após ser alvo de ameaça direta por parte do detento. O procurador da República Sérgio Pinel concordou com o argumento e autorizou a mudança.

    No entanto, a defesa do ex-governador conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), deferida pelo ministro Gilmar Mendes, que manteve o político preso em Benfica.

    Condenado a 72 anos e quatro meses de reclusão no total, o peemedebista ainda pode ser punido em outros 12 processos nos quais é réu. Duas de suas sentenças foram aplicadas por Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, e uma por Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

    Polêmica

    Um dos casos marcantes sobre o ano de prisão do ex-governador foi a instalação de um "cinema" no presídio de Benfica, avaliado em R$ 23 mil. Os aparelhos de TV e home theather teriam sido doados por pastores e uma missionária em nome da Igreja Batista do Méier e da Comunidade Cristã Novo Dia.

    Procuradas, as igrejas negaram a doação. Após repercussão do caso, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) informou que "todo o material de vídeo será retirado da cadeia pública José Frederico Marques, uma vez que se tornam [sic] irregulares".

    Fonte: NAOM


    Imprimir

    RECENTES

    POLÍTICA

    CONCURSOS