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    sexta-feira, 20 de outubro de 2017

    Marun convoca Janot para depor na CPMI da JBS

    © Divulgação
    A partir dos depoimentos do advogado destituído da Eldorado Celulose, Willer Tomaz de Souza, e do procurador afastado do MPF, Ângelo Goulart, fez-se imprescindível e necessária a convocação do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que coordenou toda a investigação que envolve o objeto de apuração da CPMI da JBS”, destacou, nesta quarta-feira (18), o relator da Comissão, deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), após concluir não haver contradição entre as informações prestadas pelos dois depoentes.

    Sessão secreta

    Ângelo Goulart foi acusado de receber mesada de R$ 50 mil do empresário Joesley em troca de informações sigilosas da operação Greenfield - investigação sobre rombo bilionário nos maiores fundos de pensão do país. 

    Durante sete horas ininterruptas, o procurador afastado afirmou, em depoimento, que Rodrigo Janot falseou a verdade, motivado por “interesse político” na derrocada do presidente Temer, que seria o principal alvo de acordo celebrado com os controladores do grupo J&F, os irmãos Batista. Ainda segundo Ângelo Goulart, as ações de Janot, então Procurador-Geral da República, também tinham o foco de impedir, a qualquer custo, a nomeação de Rachel Dodge, sua maior rival política, que seria alçada ao posto de represente máxima do Ministério Público da União. 

    Indignado com o fato de Ângelo Goulart ter permanecido preso por 76 dias sem ter sido sequer questionado sobre sua versão, Marun esclareceu à imprensa que o procurador afastado poderia ter sido ouvido em audiência de custódia ou até mesmo no curso da ação penal em que ele é réu. Segundo Marun, tal cenário depõe contra o Estado Democrático de Direito. 

    Sobre o pedido de sessão secreta do diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, Marun, entusiasta da transparência em todas as esferas de poder, concordou com a decisão do colegiado de tornar a sessão de Francisco fechada, uma vez que as oitivas devem máximo respeito ao princípio da isonomia. “Tratar todos de forma igual é um direito inegociável”, disse o vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Marun. 

    Relatório 

    Sobre o relatório, Marun adianta que um de seus objetivos é aprimorar a delação premiada, tópico de grande relevância para a Lei do Crime Organizado. “Até que ponto essas delações são válidas e legais? É uma lei nebulosa, não tem procedimentos e amplia exageradamente a discricionariedade do operador da delação”, explicou o peemedebista. 

    Marun vai priorizar também em seu relatório o aperfeiçoamento das Leis de Proteção ao Mercado Financeiro, com o objetivo de evitar o insider trading. “É um crime se valer de informações privilegiadas para obter lucro no mercado financeiro, como fizeram os irmãos Batista”, ressaltou o parlamentar sul-mato-grossense.

    Fonte: ASSECOM


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