Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 17 de outubro de 2017

    DSEI-MS realiza capacitação de Agentes Indígenas de Saúde da Região Norte

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    Com a presença de caciques e lideranças indígenas das Aldeias da Região Norte de Mato Grosso do Sul o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), por meio da Divisão de Atenção à Saúde Indígena está sendo realizada a capacitação de mais 95 Agentes Indígenas de Saúde e 25 profissionais de saúde que atuam nos polos, completando mais de 600 pessoas capacitadas a partir de março de 2017 após mais de 12 anos.
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    Estiveram presentes na abertura da capacitação realizada ontem (16), no Eco Hotel do Lago, em Campo Grande, Wanderley Guenka, chefe do DIASI representando o coordenador do DSEI Edmilson Canale, o técnico Carmelito Canale, Pedro da Silva Lulu, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena; Adilson da Silva, Terena da Aldeia Passarinho de Miranda; Daniel Velasques, Guató da Aldeia Uberaba de Corumbá; Claudemir Daniel Mamede, Terena da Aldeia Nova Buriti, Sidrolândia; Denivaldo Ribeiro Fernandes, Terena da Aldeia São João, Bonito; Sônia Fernandes, Kadiwéu da Aldeia Campina, Bodoquena; Ana Paula de Oliveira Ojeda, Terena da Aldeia Taboquinha, Aquidauana e Rosalina Martins de Souza, Ofaié da Aldeia Ofaié, Brasilândia.
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    Durante a abertura da capacitação as lideranças enfatizaram a oportunidade de discutir os conhecimentos já adquiridos na prática diária de atendimento às suas comunidades e, por meio da capacitação oferecida pela equipe de profissionais da DISAI, vir a conhecer outras realidades e conquistar uma visão mais ampla dos desafios da profissão, além de agradecer a oportunidade oferecida pela atual coordenação.

    Política da Saúde

    Carmelito Canale ressaltou a importância dos agentes como ponta de atendimento das comunidades indígenas, os primeiros a detectar necessidades e a dar amplo apoio às famílias. “Essa gestão, ainda que tenha enfrentado problemas, conseguiu repensar as necessidades. Conseguimos parcerias com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a SES (Secretaria de Estado de Saúde), uma conquista impensável anteriormente para a saúde indígena. Uma gestão coletiva entende que a política que se deve fazer é a política da saúde. Que a maioria de vocês saiam daqui dispostos a enfrentar novos desafios, a aprimorarem seus conhecimentos e conquistarem uma carreira nessa área”, enfatizou.

    Preocupações

    Lembrando que Mato Grosso do Sul é o segundo estado em população indígena, com aproximadamente 78 mil de diversas etnias, Pedro da Silva Lulu demonstrou a preocupação com as indefinições para o próximo ano quando pode haver rompimento de contrato que irá prejudicar toda a estrutura de contratação dos agentes.

    Lembrou que a capacitação proporcionará uma visão mais ampla sobre aspectos ainda pouco compreendidos como suicídio e homicídios nas aldeias, e que essa é uma preocupação constante da atual gestão, uma vez que a saúde é dinâmica com novos conhecimentos e métodos que surgem a cada dia. 
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    Fonte: ASSECOM
    Por: Dirceu Martins


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